A guerrilha científica no Brasil

por Felipe Melo

Decidi seguir a carreira acadêmica no Brasil. Após 10 anos como bolsista (graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado), aos 32 anos, fui contratado via concurso público pela UFPE. Então descobri, da maneira mais crua, o que como estudante não tinha vivenciado tão na pele. Fazer ciência no Brasil é um ato de guerrilha, de subversão da ordem cuja gratificação é puramente íntima para uns, ideológica para outros, talvez até um compromisso patriótico para outros tantos, mas sempre uma luta de superação e sem direito ao paraíso. Guerrilha é isso, enfrentar de maneira improvisada as adversidades do cotidiano mirando numa grande missão.

Fui estudante de Biologia na UFPE dos anos 90, a famigerada ‘Era FHC’, quando as universidades se encontravam num estado de penúria crônica. Não havia muitas oportunidades para os poucos estudantes interessados na ciência de Darwin. Éramos majoritariamente brancos de classe média e nossas famílias permitiam que cursássemos uma universidade sem a necessidade de uma bolsa. Alguns tinham bolsas de iniciação científica (PIBIC), um programa concebido para fixar alunos nos laboratórios de pesquisa, único no mundo, mas muito exclusivo. Quando ingressei no mestrado em 2002 na mesma UFPE, tinha que disputar uma das poucas bosas que se dava aos 5 primeiros colocados da seleção. Quando parti para o doutorado em 2004 no México (UNAM), fui com uma das duas bolsas de doutorado que a Capes ofereceu naquele ano para todos os candidatos que concorriam no Brasil na área de Ecologia. Oportunidade maravilhosa para quem nunca havia pisado e terras estrangeiras. Durante esses anos de México vi como de repente, o Brasil estampava a capa da revista Nature. O mundo estava maravilhado com o “foguete” científico do Brasil, que da penúria crônica passou à abundância de recursos e oportunidades, em poucos anos. A ‘Era Lula’ traçou prioridades, acelerou a expansão universitária e inundou os órgãos de fomento federais e estatais com recursos. Bolsas já não eram um problema. Os recursos para pesquisa sujeitos à saudável avaliação por pares eram claramente mais abundantes.

Voltando à UFPE, já doutor em Ecologia, tive uma boa bolsa de pós-doutorado por 18 meses, antes de ser aprovado num concurso. Vi como a graduação tinha mudado. Agora, as turmas de Biologia eram majoritariamente compostas por negros e pardos, em sua maioria mulheres, geralmente da classe emergente da Era Lula. Eram filhos e filhas de pedreiros, domésticas, comerciantes moradores de subúrbios recifenses e cidades próximas misturados aos filhos da classe média. Muitos recebiam uma bolsa que lhes ajudava a pagar passagens, aluguel num quartinho nas proximidades da UFPE (quando eram do interior) e refeições. O programa Ciência sem Fronteira mandava pencas desses estudantes para experimentar o mundo. A UFPE é hoje infinitamente mais diversa que antes, mais alegre, mais inclusiva. A guerrilha dos que me precederam havia ganho uma batalha importante, transformar as universidades, de feudos da elite canavieira pernambucana em uma casa de estudos com portas abertas para o povo brasileiro.

Em termos de pesquisa, íamos “de vento em popa”. Nossa pós-graduação subia de nota a cada avaliação da Capes (hoje somos nota 6 [máximo é 7]) e tínhamos recursos suficientes para pesquisa via órgãos de fomento. Alcançamos 90% dos docentes do departamento como bolsistas de produtividade do CNPq, um luxo. Éramos claramente um centro de excelência no Brasil. Obviamente não era um paraíso, afinal a má gestão das universidades públicas continua causando desperdícios de tempo e dinheiro, além de condições insalubres de trabalho. Como em qualquer guerrilha, apesar das vitórias, continuamos trabalhando em condições insalubres, sem água, energia ou segurança. Um ramal telefônico continua sendo um luxo na UFPE, como nos anos 80, quando até se declarava linha telefônica no imposto de renda. Os vícios do sistema público de emprego ganham expressões máximas nas IFES (instituições federais de ensino superior), atrapalhando o cumprimento da missão das universidades e da produção de conhecimento. Mas o sentimento era de que avançamos muito e já podíamos mirar no horizonte novas missões: internacionalização, inserção social mais efetiva, resolução de problemas do mundo real. Já figurávamos entre os cientistas mais citados do mundo, com destaque em diversas áreas do conhecimento.

Eis que de repente, não mais que de repente, nos mandaram avisar que o dinheiro estava acabando. Era o final do primeiro governo Dilma e depois do maior edital de financiamento que o CNPq já tinha aberto, o Universal de 2013, começavam a chegar as primeiras dificuldades. Parte dos projetos aprovados neste grande edital não foram pagos. No ano seguinte, aconteceu o mesmo e desde então têm sido assim. Nossa pós-graduação que havia ascendido à antessala do paraíso (nota 6) não conseguia pagar nem papel e tinta para emitir certificados. Então, veio a “lapada” (como costumamos dizer aqui no Nordeste) que nos derrubou do foguete em que voávamos, com foguete e tudo. A ruptura democrática experimentada pelo Brasil em 2016 antecedia o desastre total. A fusão do MCTI com as Comunicações e a entrega da pasta a Kassab davam o tom do que se avizinhava inexoravelmente. Nós que antes tivemos acadêmicos no MCTI como Sérgio Rezende agora temos um burocrata golpista. As notícias que antes eram de esperança passaram a ser de terror. Editais de jornalões plantando novamente a sepultada ideia de privatização das universidades. Fim do Ciência sem Fronteira, congelamento de orçamentos da Capes e CNPq, sem falar das fundações estaduais, novamente reduzidas à insignificância da qual algumas haviam emergido embaladas pelo crescimento da produção de conhecimento no Brasil. O exemplo mais emblemático vem do Rio de Janeiro, com sua estatal paralisada há um ano, colegas meus e alunos sem salário e bolsa há quatro meses. Mandaram “fechar a bodega” no Rio. O governo do golpe mandou avisar que produção conhecimento passou a ser luxo. Num governo cadavérico, com fantasmas, vampiros, cramunhões e coisas do gênero, nada mais natural que voltar à escuridão da ignorância.

Foram anos de planejamento, e se tem algo que a classe científica tem como um privilégio é que gerimos a nós mesmos. Os governos oferecem recursos e prioridades mas a execução e planejamento da ciência brasileira é fruto da árvore dos mesmos cientistas guerrilheiros. Somos nós que insistimos na missão, à revelia de qualquer governo. Controlamos os órgãos que nos controlam e financiam (Capes, CNPq) e temos autonomia para decisões que nos afetam. O que fazer agora, com o foguete? Em queda livre? Vamos deixar que se estilhace no chão da ignorância e desgoverno?

Outra vez nos resta tomar o controle das máquinas e guiar esse foguete como se possa para evitar que se quebre. Não podemos permitir que se percam tantos anos de avanços e planejamento por conta dessa aventura golpista que nos impuseram. É hora novamente de nos organizarmos como uma guerrilha. Resistir por birra, por raça, por insurreição, por missão.

Felipe Melo
Professor/Pesquisador
Departamento de Botânica, UFPE

Nota pública SBPMat contra cortes e contingenciamento à CTI

O conselho e a diretoria da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais (SBPMat) vêm a público protestar veementemente contra os cortes no financiamento à pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação, endossando a posição adotada em nota recente pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e Academia Brasileira de Ciências (ABC).

Não se trata apenas de cortes para compensar queda de arrecadação ou para um ajuste fiscal, pois os cortes no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações atingem praticamente metade do previsto para o orçamento de 2017. Igualmente preocupante é a situação do CNPq, um dos órgãos mais importantes para o financiamento da pesquisa e tecnologia no Brasil, que corre o risco de interromper pagamento de bolsas e projetos em virtude de contingenciamento de seu orçamento.

O conselho e a diretoria da SBPMat exortam ao governo federal para agir com responsabilidade na preservação do sistema de ensino superior e de pesquisa do Brasil. Os cortes e contingenciamentos orçamentários ameaçam a viabilidade das atividades de universidades federais e centros de pesquisa nacionais, à semelhança do que já ocorre infelizmente com a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Os prejuízos podem ser irreversíveis.

A experiência de países desenvolvidos tem mostrado amplamente que não há desenvolvimento sócio-econômico sem educação e geração de conhecimento. A maneira como o governo federal vem tratando a educação e a ciência no Brasil pode comprometer nosso futuro.

Link para a nota da SBPC e ABC: http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2017/07/Of.-144_.pdf

Lista de e-mails dos deputados e senadores envolvidos nas comissões de ciência e tecnologia.

Segue a lista dos titulares e suplentes das seguintes comissões: “Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática”, da Câmara dos Deputados (pode conferir aqui:http://www2.camara.leg.br/…/cctci/conheca-a-comissao/membros); e “Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática”, do Senado (http://legis.senado.leg.br/comissoes/composicao_comissao…).

Temos que encher a caixa dos deputados e senadores que compõem as comissões. Pressão faz, sim, diferença.

Câmara

dep.aroldedeoliveira@camara.leg.br; dep.carloshenriquegaguim@camara.leg.br; dep.celsopansera@camara.leg.br; dep.eriveltonsantana@camara.leg.br; dep.fabioreis@camara.leg.br; dep.franklin@camara.leg.br; dep.gilbertonascimento@camara.leg.br; dep.joaomarcelosouza@camara.leg.br; dep.jorgetadeumudalen@camara.leg.br; dep.juniormarreca@camara.leg.br; dep.marceloaguiar@camara.leg.br; dep.marcossoares@camara.leg.br; dep.missionariojoseolimpio@camara.leg.br; dep.pastorlucianobraga@camara.leg.br; dep.robertoalves@camara.leg.br; dep.sabinocastelobranco@camara.leg.br; dep.silascamara@camara.leg.br; dep.takayama@camara.leg.br; dep.venezianovitaldorego@camara.leg.br; dep.wladimircosta@camara.leg.br; dep.fabiofaria@camara.leg.br; dep.goulart@camara.leg.br; dep.lucianasantos@camara.leg.br; dep.margaridasalomao@camara.leg.br; dep.paulomagalhaes@camara.leg.br; dep.sandroalex@camara.leg.br; dep.eduardocury@camara.leg.br; dep.heraclitofortes@camara.leg.br; dep.luizlaurofilho@camara.leg.br; dep.vitorlippi@camara.leg.br; dep.afonsomotta@camara.leg.br; dep.cabodaciolo@camara.leg.br; dep.luizaerundina@camara.leg.br; dep.benitogama@camara.leg.br; dep.claudiocajado@camara.leg.br; dep.elicorreafilho@camara.leg.br; dep.fernandomonteiro@camara.leg.br; dep.franciscofloriano@camara.leg.br; dep.helioleite@camara.leg.br; dep.josuebengtson@camara.leg.br; dep.lindomargarcon@camara.leg.br; dep.macedo@camara.leg.br; dep.paulohenriquelustosa@camara.leg.br; dep.pr.marcofeliciano@camara.leg.br; dep.ricardoizar@camara.leg.br; dep.ronaldomartins@camara.leg.br; dep.sergiozveiter@camara.leg.br; dep.vitorvalim@camara.leg.br; dep.adelmocarneiroleao@camara.leg.br; dep.alexandrevalle@camara.leg.br; dep.betofaro@camara.leg.br; dep.caetano@camara.leg.br; dep.cesarsouza@camara.leg.br; dep.domingosneto@camara.leg.br; dep.jeffersoncampos@camara.leg.br; dep.joserocha@camara.leg.br; dep.juliocesar@camara.leg.br; dep.miltonmonti@camara.leg.br; dep.arthurvirgiliobisneto@camara.leg.br; dep.betinhogomes@camara.leg.br; dep.fabiosousa@camara.leg.br; dep.izalcilucas@camara.leg.br; dep.josereinaldo@camara.leg.br; dep.josestedile@camara.leg.br; dep.luanacosta@camara.leg.br; dep.marinaldorosendo@camara.leg.br; dep.nilsonpinto@camara.leg.br; dep.odoricomonteiro@camara.leg.br; dep.pauloabiackel@camara.leg.br; dep.andrefigueiredo@camara.leg.br; dep.ariostoholanda@camara.leg.br; dep.silviocosta@camara.leg.br;

SENADO

otto.alencar@senador.leg.br; waldemir.moka@senador.leg.br; valdir.raupp@senador.leg.br; joao.alberto.souza@senador.leg.br; paulo.rocha@senador.leg.br; jorge.viana@senador.leg.br; acir@senador.leg.br; flexa.ribeiro@senador.leg.br; ricardo.ferraco@senador.leg.br; jose.agripino@senador.leg.br; omar.aziz@senador.leg.br; otto.alencar@senador.leg.br; randolfe.rodrigues@senador.leg.br; magno.malta@senador.leg.br; waldemir.moka@senador.leg.br; sen.airtonsandoval@senado.leg.br; heliojose@senador.leg.br; dario.berger@senador.leg.br; gleisi@senadora.leg.br; lindbergh.farias@senador.leg.br; angela.portela@senadora.leg.br; reginasousa@senadora.leg.br; davi.alcolumbre@senador.leg.br; gladson.cameli@senador.leg.br; ivo.cassol@senador.leg.br; lidice.mata@senadora.leg.br; cristovam.buarque@senador.leg.br; pedrochaves@senador.leg.br; eduardo.lopes@senador.leg.br

Sugiro que alguém “bole” uma mensagem padrão para encaminharmos para esses emails, solicitando apoio e compromisso com a educação de nível superior e a ciência e tecnologia do país.

A Ciência brasileira está em xeque

A Ciência brasileira está em xeque! Todo o sistema de ciência, tecnologia e inovação do país está sob forte risco de se desintegrar. Caso isso ocorra, levarão décadas para uma reestruturação!

O governo federal pretende reduzir ainda mais os investimentos em ciência e tecnologia no Brasil no ano que vem. A proposta inicial de teto orçamentário para o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) em 2018 representa uma redução de quase 40% em relação ao orçamento deste ano — que já pode ser considerado o mais esquálido da história do setor.

Para ser ter uma ideia do tamanho do rombo, o orçamento previsto para o MCTIC na Lei Orçamentária Anual (LOA) deste ano era de aproximadamente R$ 5 bilhões. Esse valor, que já era baixo, foi reduzido para R$ 2,8 bilhões (44% a menos) com os contingenciamentos anunciados pelo governo federal em março. Em valores corrigidos pela inflação, isso é menos do que um terço do orçamento que a pasta tinha em 2010 e menos da metade do orçamento de 2005.

Luiz Davidovich, presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), tem dito que o orçamento é “uma bomba atômica contra a ciência brasileira”.  Ele adverte que os cortes prejudicarão a pesquisa e o desenvolvimento nas próximas décadas.  E acrescenta: “Laboratórios estão sendo fechados, pesquisadores estão saindo do País e jovens estão desistindo da carreira científica em função dos cortes realizados e da paralisação de laboratórios em vários estados”.

Sidarta Ribeiro, chefe do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte em Natal, tem uma visão apocalíptica semelhante, dizendo: “Este é um ato de guerra contra o futuro do Brasil. Os cientistas vão fugir do país

A Presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, declarou recentemente: “Eu estou muito chateada, sabe? Estou com idade suficiente para pendurar as chuteiras. Não sei porque que eu continuo ainda lutando nesse País. Oferta de emprego no exterior, eu sempre tive. Muitas. Agora eu estou ficando cansada e estou com vontade de recomendar aos jovens: saiam deste País”.

A soberania nacional passa pelo investimento em ciência e tecnologia, sem eles estaremos sempre a reboque de outros países. Hoje, o Brasil é responsável por 13% de tudo que se produz em ciência no mundo e, ao mesmo tempo, é o 69º país no ranking mundial da inovação. Então, ainda temos um longo caminho a trilhar. Com os crescentes cortes no orçamento estes números tendem a piorar.

O que chama  atenção é a apatia com que docentes, pesquisadores e até estudantes têm recebido estas informações.  Os alertas emitidos por pessoas como Luiz Davidovich (ABC), e Helena Nader (SBPC) parecem não ganhar eco nos corredores das universidades e centros de pesquisa. É preciso agir, antes que ocorra o xeque-mate!

Alguns textos utilizados:

https://posgraduacaosite.wordpress.com/2017/04/12/ciencia-brasileira-ultimos-suspiros/

http://portal.sbpcnet.org.br/noticias/presidente-da-sbpc-tenho-vontade-de-dizer-aos-jovens-saiam-deste-pais/

http://www.defesanet.com.br/bid/noticia/26408/Debatedores-defendem-que-Orcamento-de-2018-proiba-contingenciamento-de-recursos-para-ciencia-e-tecnologia/

https://posgraduacaosite.wordpress.com/2017/04/07/cientistas-brasileiros-estao-chocados-com-novo-corte-dos-fundos-federais-reduzindo-o-orcamento-em-quase-metade/

https://posgraduacaosite.wordpress.com/2017/07/08/brasil-produz-13-da-ciencia-mundial-mas-ainda-tem-longo-caminho-a-trilhar-em-inovacao/

 

 

Brasil produz 13% da ciência mundial, mas ainda tem longo caminho a trilhar em inovação

 O secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Jailson de Andrade, participou nesta quarta-feira (5) do seminário internacional “Tecnologia e Saúde Pública”, sobre soluções viáveis para os desafios brasileiros, realizado pela Câmara dos Deputados. Durante sua participação, ele ressaltou a qualidade da ciência produzida no país e afirmou que o governo precisa estar atento aos investimentos a longo prazo.

“Hoje, o Brasil é responsável por 13% de tudo que se produz em ciência no mundo e, ao mesmo tempo, é o 69º país no ranking mundial da inovação. Então, ainda temos um longo caminho a trilhar”, disse.

Em relação às tecnologias voltadas para a área da saúde, Jailson destacou que o tema é o 3º dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

“A Agenda 2030 da ONU é um plano de ação global para que, em 13 anos, alcancemos o desenvolvimento sustentável. A plataforma prevê acesso a dados, canais de participação e informações gerais para o acompanhamento das ações orientadas ao cumprimento dessa Agenda, e o Brasil está alinhado a isso. Saúde e bem estar estão contemplados. No caso do MCTIC, vivemos com os pés no presente, aprendendo com o passado e olhando para o futuro. Nosso papel é estar sempre voltado para o futuro”, afirmou.

Fonte: MCTIC

Conheça os cursos de mestrado e doutorado que são recomendados pela CAPES

Os cursos de mestrado profissional, mestrado (acadêmico) e doutorado avaliados com nota igual ou superior a “3” são recomendados pela CAPES ao reconhecimento (cursos novos) ou renovação do reconhecimento (cursos em funcionamento) pelo Conselho Nacional de Educação – CNE/MEC.

Atenção! Somente os cursos reconhecidos pelo CNE/MEC estão autorizados a expedir diplomas de mestrado e/ou doutorado com validade nacional.

As fichas com informação sobre cada curso de pós-graduação stricto sensu recomendado pela CAPES, incluindo a situação de reconhecimento junto ao CNE/MEC, contêm:

  • Dados básicos: endereço, telefones, email e dependência administrativa;
  • Dados da Avaliação: dados sobre o funcionamento do programa, coletados anualmente, e os resultados alcançados na Avaliação Trienal;
  • Área de Avaliação e Área Básica do programa;
  • Especificação dos cursos do programa que são reconhecidos e recomendados;
  • Especificação dos cursos do programa que estão em funcionamento (já iniciaram suas atividades) ou estão em projeto;
  • Especificação das áreas de concentração de cada curso.

Consulta:

As consultas devem ser realizadas na Plataforma Sucupira:
Por Área de Avaliação
Por Nota
Por Região

Deus: um sádico?

Em “Levítico 26:27-29“, a Bíblia diz que Deus castigará todos aqueles que não o obedecerem, e se continuarem a desobedecer farão com que comam a carne de seus próprios filhos, filhas, pais e amigos.

Em “Números 15:32-36“, Deus, através de Moisés, manda apedrejar um homem até a morte simplesmente porque ele estava pegando lenha no sábado.

 No “Salmo 137:9“, em vingança à excelência do mal que era Babilônia e seus frutos, as crianças, existe o verso “Feliz o homem que arrebentar os seus filhinhos de encontro às rochas”.

Em “Êxodo 21:20-21“, a Bíblia diz que “um escravo pode ser surrado até a morte sem punição para o seu dono, desde que o escravo não morra imediatamente”.

Em “Deuteronômio 25:11-12“, a Bíblia diz que uma mulher que se aproximar de uma briga de homens para tentar salvar seu marido e “agarrar nas partes vergonhosas” do inimigo, deverá ter sua mão cortada, sem piedade.

Em “II Reis 2:23“, enquanto subia para Batel, Eliseu ouviu crianças zombando sua careca. Ele então virou-se e as amaldiçoou em nome de Javé. “Então duas ursas saíram do bosque e despedaçaram quarenta e dois garotos.”

 Em “Gênesis 19:34“, depois que fugiram de Sodoma, as filhas de Ló disfarçaram-se de prostitutas, embebedaram o pai com vinho e tiveram relações sexuais com ele, a fim de “preservar sua raça”.

Em “Êxodo 1:15-22“, com medo de uma profecia, o Faraó do Egito mandou que todos os meninos judeus fossem asfixiados, e depois, numa decisão mais drástica, ordenou que fossem jogados no rio Nilo.

Em “Gênesis 19:26“, a Bíblia diz que Deus matou todo mundo em Sodoma e Gomorra fazendo chover enxofre e fogo. (O único que sobrevive é Ló, mas que infelizmente perde sua esposa que, ao desobedecer Deus, olhou para trás e virou uma estátua de sal).

Em “Zacarias 11:17“, a Bíblia diz que o pastor que abandona seu rebanho terá a espada da justiça furando seu braço e seu olho direito.

Em “Gênesis 6:17“, a Bíblia diz que Deus decide destruir todos os humanos, animais, répteis e aves, “para desfazer toda carne em que há espírito de vida”. Ele planeja afogar todos.

Em “Gênesis 22:2-13”, Deus ordena a Abraão matar seu filho Isaque. E, por amor a Deus, Abraão aceita.

Em “Malaquias 2-3”, Deus diz: Eis que reprovarei a vossa semente, e espalharei esterco sobre os vossos rostos, o esterco das vossas festas solenes; e para junto deste sereis levados.

Em Samuel 15-3  Deus diz: Vai, pois, agora e fere a Amaleque; e destrói totalmente a tudo o que tiver, e não lhe perdoes; porém matarás desde o homem até à mulher, desde os meninos até aos de peito, desde os bois até às ovelhas, e desde os camelos até aos jumentos