Quando o orientador te chama na sala dele

Finalmente o orientador resolveu responder ao seu e-mail enviado há 3 meses.

“PREZADO,

VENHA ATÉ MINHA SALA PARA CONVERSARMOS SOBRE SEU PROJETO DE PESQUISA, VENHA LOGO, TENHO POUCO TEMPO…ATT”

 

“PS: NÃO ESQUEÇA SEU PENDRIVE!”

Você chega na sala e tem aquela recepção calorosa:

-Bom dia professor, tudo bem?

-Tudo bem, estou aqui analisando seu projeto de pesquisa, fiquei bem preocupado…

Você pode me dizer que diabos são estes dados que você colocou nessa tabela?

-Professor eu eu …

-Pare de falar, abre o projeto aqui no notebook, porque no papel não conseguimos fazer as alterações ! Não consigo entender nada do que você escreveu aqui! Meu Deus!

-Me explica todos estes dados, quero saber de onde saíram e como foram obtidos, um a um…

-Mas professor, assim de supetão?

-Olha bem o que eu vou fazer com o seu projeto…

-Suma daqui!

-Alô! Estava numa conversa muito produtiva com meu orientando, já podemos marcar a nossa reunião, venha até minha sala mas venha logo, tenho pouco tempo…traga seu pendrive!

Orientandos 

                                                                                                                                                            FIM

Problematizando a Marcha pela ciência no Brasil

Milhares de cientistas e entusiastas da ciência, em todo o mundo, foram as ruas neste sábado (22/04/2017), num evento denominado “Marcha pela Ciência” (March for Science). O evento nasceu nos Estados Unidos, como uma reação ao discurso anticientífico do presidente Donald Trump, e se espalhou pelo mundo. O objetivo principal é o de chamar atenção da população mundial do papel vital que a ciência desempenha em nossa saúde, segurança, economia e governos.

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Marcha pela ciência em Nova York (Foto: Andrew Kelly/Reuters

A ideia é cobrar que governos tomem decisões baseadas em dados científicos e não por achismos ideológicos. Os organizadores descreveram a marcha como política, mas não partidária, para promover a compreensão da ciência, bem como defendê-la de vários ataques, incluindo propostas de cortes no orçamento.

No Brasil, o que levou os cientistas as ruas foram os cortes do orçamento federal destinado à ciência e tecnologia, apesar do número de pesquisadores, mestres e doutores formados no Brasil continuar crescendo ano a ano. No último contingenciamento anunciado pelo governo federal, em março, o orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) foi reduzido em 44%, de R$ 5 bilhões para R$ 2,8 bilhões. O orçamento de 2017 regrediu para o mesmo valor do orçamento de 2005, apesar do pessoal envolvido com a ciência ter praticamente dobrado neste período, a conta não fecha!

O que chama atenção é porque só agora “a ciência” resolveu tomar as ruas, deveríamos estarmos nelas há 30 ou 40 anos. Aqui no Brasil o evento teve baixa adesão, tanto por parte do meio acadêmico como da população em geral, o que já era de se esperar. Internamente, a universidade é hostil com a política, e externamente, esteve alheia as vozes das ruas. Ou seja, a universidade não sabe fazer política.

Para se ter uma ideia do grau de apatia em que estamos, olhemos para Campinas no interior de São Paulo, a cidade abriga a UNICAMP, LNLS e está em construção do SIRIUS, que será um dos laboratórios mais modernos do mundo na área de luz Síncroton, simplesmente não teve nada no dia de hoje, como pode?

Que a Marcha pela Ciência seja o início de uma nova realidade no meio acadêmico, não há como exigir que políticos utilizem a ciência, se a ciência não utiliza a política.

Ciência brasileira, últimos suspiros?

Há 30 anos, uma semente de soja plantada no solo do Mato Grosso, se germinasse, não floresceria. Neste ano, o Estado produzirá 30 milhões de toneladas da oleaginosa.

Na década de 1940, a produtividade média do plantio de soja no Brasil era de 700 kg por hectare; hoje, é de 3.000 kg/h, e há produtores que já conseguem extrair 8.000 kg/h.

Milagre? Não, ciência e tecnologia. Pesquisadores da Embrapa e de nossas universidades conseguiram fazer a soja, originária de regiões de clima temperado, produzir em abundância em regiões de baixas latitudes e clima quente. O Brasil é vice-líder na produção, com 108 milhões de toneladas.

No mar, não foi diferente. A Petrobras ultrapassou a camada pré-sal e descobriu petróleo em profundidades jamais alcançadas. Vidência? Não, ciência e tecnologia.

Cientistas e engenheiros do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), somados a colegas de universidades brasileiras, são os primeiros artífices do sucesso da empresa em águas superprofundas e, portanto, protagonistas da autossuficiência brasileira no setor.

Na década de 1940, o então tenente-coronel Casimiro Montenegro Filho dava os primeiros passos para a construção da indústria aeronáutica no país. O Brasil nem sequer fabricava bicicletas, mas já começava a esboçar a Embraer, hoje terceira maior fabricante de aviões do planeta. Premonição? Não, ciência e tecnologia.

As raízes da Embraer estão no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), duas instituições baseadas no conhecimento idealizadas por Montenegro há mais de 70 anos.

Histórias de sucesso como essas não se repetirão em nosso país: os recentes cortes no orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações terão como consequência o desmonte dessas atividades no país.

O aperto do cinto orçamentário começou em 2014, aumentou em 2015 e se agravou em 2016. Em 2017, piorou ainda mais: nossa ciência será tratada a pão e água.

Os cortes anunciados pelo governo federal em 30 de março estabelecem o orçamento do ministério neste ano em R$ 3,275 bilhões para custeio e investimentos. Esse valor representa uma volta a 2005, quando o orçamento executado foi de R$ 3,249 bilhões.

A diferença é que nesses 11 anos nosso sistema de ciência e tecnologia cresceu exponencialmente. Em 2006 publicamos 33.498 artigos em periódicos científicos indexados; em 2015, foram 61.122, o que fez o Brasil subir duas posições no ranking mundial de produção científica, alcançando o 13º lugar.

Em 2006, nossos cursos de doutorado tinham 46.572 alunos e titularam 9.366 deles. Em 2015, foi o dobro: 102.365 e 18.625, respectivamente. Os programas de pós-graduação passaram de 2.266 para 3.828. Os grupos de pesquisa, em 2006, eram 21.024 e abrigavam 90.320 pessoas. Em 2016, passamos para 37.460 e 199.566, respectivamente.

Essa evolução foi sustentada por um orçamento crescente. Em valores corrigidos pelo IPCA até 2016, o orçamento praticado no ano de 2005 foi de R$ 6,467 bilhões. O orçamento atual do ministério, após os cortes, corresponde a cerca de 50% desse valor, com o agravante de que agora estão inclusas as despesas do extinto Ministério das Comunicações.

Como pesquisa e desenvolvimento não se fazem com milagres, clarividências ou premonições, mas sim com investimentos constantes, a ciência brasileira caminha para a ruína.

Teremos um país talvez com um ajuste fiscal perfeito, mas com um atraso econômico e social digno de uma república de bananas -exatamente o contrário dos países com economia moderna, baseada em ciência e tecnologia, como EUA, Alemanha, Reino Unido, Japão, Coreia do Sul e China.

HELENA NADER, professora titular de biologia molecular da Unifesp, é presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)

LUIZ DAVIDOVICH, professor titular do Instituto de Física da UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro, é presidente da Academia Brasileira de Ciências

Texto publicado originalmente na Folha de São Paulo em 12/04/2017.(http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2017/04/1874802-ciencia-brasileira-ultimos-suspiros.shtml)

Que tipo de médicos estamos formando ?

De ontem para hoje, repercutiu, negativamente, em todo o Brasil, a foto de 7 estudantes de medicina da Universidade Vila Velha. É de um mau gosto tremendo.

Há cerca de 4 anos, estudantes de medicina hostilizaram médicos cubanos que chegavam ao Brasil para participarem do programa mais médicos.

Não faz muito tempo, médicos trocaram mensagens criminosas, via whatsapp, contendo dados clínicos sigilosos da ex-Primeira Dama, Marisa Letícia (falecida em 3 de fevereiro deste ano). Tripudiaram sobre seu estado de saúde e torceram por sua morte.

Que tipo de médicos estamos formando em nossas universidades?

A Universidade Vila Velha se pronunciou sobre o caso, diz que: “repudia todas as formas de ofensa e desrespeito, seja de cunho preconceituoso ou exposição indevida de uma profissão”.

Em resposta ao comunicado da universidade, algumas pessoas pensam que esta é isenta de culpa, pois como diz  ela própria (a universidade), “os atos dos alunos foram iniciativas pessoais”. Acontece que é a Universidade Vila Velha que dará um papel, o diploma, para estes alunos, dizendo que estes estão aptos a exercerem a profissão médica com ética, moral, profissionalismo, transparência, etc. Estão mesmo?

Em vários posts da internet aparecem a seguinte frase “foi só uma brincadeira”. Não é não. Brincadeira é quando todos se divertem, e este, definitivamente não é o caso.

É um absurdo que qualquer tipo de conotação sexual passe pela cabeça de um profissional, se este for um médico, o agravante é pior. Médicos ginecologistas tratam mulheres dos 8 aos 80 anos. Quando uma pessoa vai se consultar, ela vai “desarmada”, com o objetivo de resolver seus problemas, a fuga da esfera profissional é grave!

Como levar uma garota de 11 anos para se consultar com pessoas como estas da foto, que publicam uma imagem nas redes sociais vestindo jaleco, com as calças abaixadas até os tornozelos, fazendo um gesto com as mãos, que remete à genitália feminina e com a legenda “#PintosNervosos”?

Uma amiga, estudante de medicina numa grande universidade federal, me disse o seguinte: “o triste é saber que eles não são os únicos, tenho colegas assim aqui na minha faculdade”.

Há relato de mulheres dizendo que tem pavor de se consultarem com ginecologistas homens, porque elas nunca sabem de onde pode vir o ataque, mesmo estando num local em que deveriam se sentir seguras.

A classe médica, os conselhos federais e regionais precisam se pronunciar. Todo o contexto é triste e preocupante, precisa ser repudiado, refletido e repensado!

Cientistas brasileiros estão chocados com o novo corte dos fundos federais reduzindo o orçamento em quase metade

Depois de anos de austeridade, os pesquisadores temem que este último corte destrua a ciência do país.

Cientistas brasileiros ficaram horrorizados com a redução em 44% no orçamento federal da ciência, anunciado pelo governo do país em 30 de março.

Isso deixará o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) com menor  orçamento nos últimos 12 anos, isto é, 2,8 bilhões de reais, equivalente a US $ 898 milhões – um corte de 2,2 bilhões de reais dos 5 bilhões de reais de financiamento que o governo tinha proposto originalmente para 2017 (veja ” cortes drásticos “).

O corte é parte de um corte geral de 42 bilhões de reais do orçamento federal, o que equivale a 28% sobre todos os departamentos governamentais – por isso o corte para a ciência é particularmente grave. O presidente Michel Temer diz que a medida foi uma resposta difícil, mas necessária, ao crescente déficit fiscal do Brasil. O país enfrenta a pior recessão da sua história eva recuperação tem sido muito mais lenta do que o esperado: as previsões de crescimento do produto interno bruto para 2017 foram revistas para baixo, de 1,4% para 0,5% no mês passado.

Os pesquisadores argumentam que a ciência sente um peso muito grande da crise econômica. Desde 2014, uma série de cortes de recursos significou abandonar um programa de intercâmbio que  permitia aos estudantes brasileiros visitarem instituições líderes no exterior,  e também, grandes projetos – como o novo laboratório de luz synchrotron (Sirius),  uma máquina de 1,75 bilhão de reais – foram colocados em perigo. O número de trabalhos de pesquisa publicados no Brasil também está diminuindo , segundo uma estimativa preliminar de 2016.

Somando-se a estes infortúnios, Temer destruiu o ministério da ciência quando tomou posse em maio de 2016 e o fundiu com o ministério das comunicações .

Uma emenda constitucional aprovada pelo novo governo limitou os gastos federais a aumentos no nível da inflação por 20 anos, matando a esperança de que a maré possa virar em breve.

Cientistas fugindo

O novo orçamento é “uma bomba atômica contra a ciência brasileira”, diz o físico Luiz Davidovich, presidente da Academia Brasileira de Ciências. Ele adverte que os cortes prejudicarão a pesquisa e o desenvolvimento nas próximas décadas. “Se estivéssemos em guerra, poderíamos pensar que essa era uma estratégia de uma potência estrangeira para destruir nosso país. Mas, em vez disso, somos nós fazendo isso para nós mesmos. ”

Sidarta Ribeiro, chefe do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte em Natal, Brasil, tem uma visão apocalíptica semelhante, dizendo: “Este é um ato de guerra contra o futuro do Brasil. Os cientistas vão fugir do país “. Ele cita o caso de Suzana Herculano-Houzel, renomada neurocientista que fechou seu laboratório em 2016 e deixou o Brasil rumo aos os Estados Unidos. “Se eu não tivesse dinheiro estrangeiro para pesquisa eu estaria me desligando”, acrescenta.

Fernando Peregrino , presidente da CONFIES ,  concorda. “Haverá um enorme desmembramento de equipes que será difícil de reconstruir”, diz ele. “Estamos dando um passo para trás”

Os cientistas estavam preocupados com o financiamento antes do anúncio. Davidovich e Helena Nader , presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), escreveram de forma preventiva cartas a Temer e ao ministro das Finanças, Henrique Meirelles , alertando sobre o impacto de um corte potencial em um já apertado orçamento científico . “O governo agiu sem ouvir. Mostra uma miopia absoluta “, diz Nader.

O MCTIC disse à Nature que já começou a avaliar o impacto total dos cortes. De acordo com o ministério, as ações para mitigá-los serão anunciadas em breve.

Ribeiro diz que os cortes drásticos podem ter um a lado bom: podem alimentar a marcha de 22 de abril para a Ciência no Brasil. A SBPC uniu-se formalmente à marcha deste mês ( inspirada pelo movimento Trump-resistance nos Estados Unidos) e tem chamado os cientistas de todo o Brasil a se juntarem. “Precisamos nos pintar para a guerra e ocupar espaços públicos”, diz Ribeiro. “Respeitosamente, mas consistentemente.”

Por: Claudio Angelo

Original aqui: http://www.nature.com/news/brazilian-scientists-reeling-as-federal-funds-slashed-by-nearly-half-1.21766

Nature doi:10.1038/nature.2017.21766

Prêmio para “Mulheres na Ciência”

O programa LOréal-UNESCO-ABC Para Mulheres na Ciência tem como objetivo promover e encorajar jovens mulheres brasileiras na Ciência.

Este programa identifica e recompensa jovens cientistas talentosas no campo das Ciências da Vida, Ciências Físicas, Matemática e Química. O Programa homenageia anualmente sete mulheres pela qualidade de suas pesquisas
e encoraja-as a prosseguir uma brilhante carreira na ciência em qualquer local do Brasil.

Sobre as Bolsas-Auxílio:

O Programa de bolsa-auxílio visa apoiar projetos científicos viáveis e de alto valor a serem desenvolvidos durante 12 meses por pesquisadoras que tenham residência estável no Brasil, por no mínimo há quatro anos, e desenvolvam projetos de pesquisa em instituições nacionais.

O Programa selecionará sete (7) pesquisadoras. As bolsas-auxílio serão atribuídas nas áreas de Ciências Físicas (1 Bolsa); Ciências da Vida (Biomédicas, Biológicas e da Saúde) (4 Bolsas); Ciências Matemáticas (1 Bolsa); e Ciências Químicas (1 Bolsa).

O valor de cada bolsa-auxílio é o de R$ 50.000 (cinquenta mil reais) para aplicação em 12 meses.

Critérios para Elegibilidade:

A candidata deve satisfazer aos seguintes critérios gerais:

* Ter concluído o doutorado a partir de 01/01/2010.
* Se proponha a realizar trabalhos científicos em instituições brasileiras adequadas ao desenvolvimento do projeto submetido.
* Estar conduzindo pesquisa nas áreas de Ciências da Vida, Ciências Físicas, Matemática ou
Química.
* Ter “curriculum vitae” atualizado na Plataforma Lattes.

Formulário de Inscrição e Documentos Complementares:

* A candidata elegível deve preencher os dados e incluir os documentos abaixo no Formulário de Inscrições, disponível no site: www.paramulheresnaciencia.com.br

1 – Formulário de Inscrição Eletrônico preenchido;
2 – Mini Resumo e Importância prática e/ou teórica do Projeto de Pesquisa;
3 – Declaração de concordância da(s) instituição(ões) nacional(is) onde a pesquisa será desenvolvida (documentos digitalizados e anexados eletronicamente, em um único arquivo formato PDF);
4 – Projeto de Pesquisa incluindo referências bibliográficas (máximo de 6 páginas em formato A4, espaço duplo, fonte Times New Roman, corpo 12, anexado eletronicamente em um único arquivo formato PDF).

Cada candidata poderá se inscrever apenas uma vez, apresentando um único Projeto de Pesquisa.

Candidatas de anos anteriores que não tenham sido contempladas com o prêmio podem submeter seus Projetos para avaliação novamente.

Não são aceitas inscrições em papel. Todas as inscrições devem ser registradas na internet até o
dia 08 de abril de 2017.

Mais informações:

http://www.paramulheresnaciencia.com.br/o-premio/

Nunca demonstre estar bem para o seu orientador

 

Post original: http://phdcomics.com/

Leia: UNICAMP TEM REDE DE BLOGS PARA DIVULGAÇÃO CIENTÍFICAUNICAMP TEM REDE DE BLOGS PARA DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA

Leia também:  A CIÊNCIA BRASILEIRA E O GATO DE SCHRÖDINGER e Carta ao orientador

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