Diretora da CAPES esclarece dúvidas sobre o Qualis em artigo

RBPG

Publicado: Terça, 28 Março 2017 10:48 | Última Atualização: Terça, 28 Março 2017 17:07

A edição de nº 30 da Revista Brasileira de Pós-Graduação (RBPG), traz como destaque o artigo “Dez coisas que você deveria saber sobre o Qualis”, assinado pela diretora de Avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Rita de Cássia Barradas Barata. O texto trata de dez pontos essenciais para se compreender o Qualis Periódicos e, assim, dirimir as dúvidas frequentemente apresentadas aos coordenadores de área por editores científicos, docentes e alunos de programas de pós-graduação.

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Rita de Cassia Barradas Barata, diretora de Avaliação (Foto: Haydée Vieira – CCS/CAPES)

O Qualis Periódicos é uma das ferramentas utilizadas para a avaliação dos programas de pós-graduação no Brasil. Tem como função auxiliar os comitês de avaliação no processo de análise e de qualificação da produção bibliográfica dos docentes e discentes dos programas de pós-graduação credenciados pela CAPES. Ao lado do sistema de classificação de capítulos e livros, o Qualis Periódicos é um dos instrumentos fundamentais para a avaliação do quesito produção intelectual, agregando o aspecto quantitativo ao qualitativo.

As questões são apresentadas de modo a esclarecer aspectos aplicáveis a todas as áreas de avaliação sempre que possível. Segundo Rita, o Qualis surge da necessidade de qualificar a produção dos programas e não mais apenas contabilizar o número de artigos publicados. “O número de artigos publicados nos programas, em cada triênio de avaliação, era bastante expressivo, tornando impraticável qualquer tentativa de avaliar a qualidade de cada um desses produtos do trabalho científico. Diante dessa impossibilidade, a opção adotada foi a classificação dos veículos de divulgação da produção científica, pressupondo-se que a aceitação de um artigo por periódico indexado e com sistema de peer review garantia, de certo modo, a sua qualidade”, explica. Considerou-se que periódicos com circulação internacional e maior impacto na comunidade acadêmica teriam processos de seleção mais competitivos e, portanto, os artigos por eles selecionados teriam qualidade e relevância.

O que não é o Qualis
Para a diretora de Avaliação, tão importante quanto saber o que é o Qualis é saber o que ele não é. “Muitos dos usos inadequados e das incompreensões em torno dessa ferramenta resultam justamente da pouca compreensão sobre esse ponto. O Qualis não é uma base de indexação de periódicos – este é o ponto que provavelmente gera maior confusão entre os editores científicos e é fonte de inúmeras consultas aos coordenadores de área”, afirma no artigo.

O Qualis só existe como ferramenta para a avaliação de programas. “Estar ou não na lista do Qualis significa tão somente que algum dos alunos ou professores dos programas credenciados publicaram artigos naqueles periódicos. Do mesmo modo, o Qualis Periódicos não é uma base bibliométrica e não permite o cálculo de nenhuma medida de impacto dos periódicos nele incluídos. Sendo assim, o Qualis Periódicos não deve ser considerado como uma fonte adequada de classificação da qualidade dos periódicos científicos para outros fins que não a avaliação dos programas de pós-graduação”, enfatiza o texto. Por uma série de características que são destacadas no artigo, a classificação de uma revista no Qualis não pode ser usada fora de seu contexto, sob pena de produzir mais problemas do que soluções.

O Qualis Periódicos também não é uma classificação absoluta, estando sujeita a revisão permanente. Tendo em vista que a classificação é sempre feita a posteriori, não é aconselhável que a lista sirva de referência para ações futuras, tais como a escolha de periódicos para submissão de artigos. “A escolha de um periódico para a submissão deveria levar em conta, entre outros aspectos, o público-alvo do próprio artigo, o escopo dos diversos periódicos em um mesmo campo científico, a credibilidade, a rapidez no processo de julgamento e de publicação, a competitividade expressa pela taxa de rejeição, a circulação que os periódicos têm na comunidade de interesse e seu prestígio, o que pode ser indiretamente avaliado por diferentes medidas de impacto”, explica Rita no artigo.

Por fim, a diretora esclarece que o Qualis Periódicos não é uma ferramenta que possa ser utilizada em avaliações do desempenho científico individual de pesquisadores, visto que não foi desenvolvido com essa finalidade. “A aplicação do Qualis faz sentido para a análise coletiva da produção de um programa, cumprindo requisitos específicos do processo de avaliação comparativo estabelecido pela CAPES. Em avaliações orientadas por princípios essencialistas, os instrumentos usados para comparações relativas nem sempre se mostrarão adequados”, conclui.

Acesse o artigo.

Ainda na edição nº 30 da RBPG, outros dois artigos abordam o Qualis. São eles: “O Qualis Periódicos e sua utilização nas avaliações”, de autoria de Nei Yoshihiro Soma, Alexandre Donizeti Alves e Horacio Hideki Yanasse; e “Qualis: implicações para a avaliação de programas de pós-graduação das diferentes áreas do conhecimento” – uma análise preliminar, de André Luiz Felix Rodacki. Acesse a edição completa.

RBPG
Lançada em agosto de 2004, a RBPG é voltada à divulgação de estudos, experiências e debates sobre a pós-graduação, sua situação, desafios, políticas e programas. De periodicidade quadrimestral, está estruturada em quatro seções: Estudos, Experiências, Debates e Documentos. O envio de artigos pode ser feito durante todo o ano.

Com uma média de 15 mil acessos por trimestre, a revista firmou-se como um importante veículo para a disseminação de estudos e debates sobre a pós-graduação. A cada número, são tratados temas variados como características da formação pós-graduada em várias modalidades, política da pós-graduação, demandas da comunidade científica e ações das agências de fomento. A RBPG desempenha ainda o papel de instrumento privilegiado para o estudo de temas referentes à colaboração científica internacional.

A publicação é disponibilizada para todas as bibliotecas e vários centros de informação do país e do exterior, além de se encontrar disponível no portal da Capes.

(Pedro Arcanjo)

Publicado originalmente em: http://www.capes.gov.br/component/content/article/36-salaimprensa/noticias/8331-diretora-da-capes-esclarece-duvidas-sobre-o-qualis-em-artigo

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Fiz graduação em uma faculdade e agora desejo fazer mestrado em outra, como proceder?

Um leitor do blog fez a seguinte indagação: “fiz graduação em uma faculdade e agora desejo fazer mestrado em outra, como proceder?”

Primeiramente, não existe uma regra fechada, cada programa de pós-graduação tem uma metodologia de seleção e cada professor tem uma forma de trabalhar, então, cada caso é um caso. Mas, é possível traçarmos alguns pontos importantes neste processo.

A grande maioria das pessoas que optarão por cursar um mestrado já terão feito iniciação científica, portanto, já terão uma noção de como funciona o método científico, forma de trabalhar do professor, se gosta daquela linha de pesquisa ou não, enfim,  não terão muitos segredos.

Agora, se você está partindo de uma faculdade/universidade em que a pesquisa não é algo “forte”, e você nunca fez iniciação científica, todo o processo é novo, eis aqui alguns passos que você pode seguir.

Suponhamos que você fez graduação em Ciências Sociais e deseja fazer seu mestrado nessa mesma área, mas deseja que seja na UNESP de Araraquara.

Primeiro você entra no site da Universidade e vai até a página da pós-graduação: aqui você vê que nesse campus tem o curso que você pretende fazer e que ele tem um conceito 4 junto a CAPES.

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Escolhida a faculdade, é preciso olhar as linhas de pesquisa que existem nesse programa de pós-graduação.

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Nesse caso específico, são 4 linhas de pesquisa existente, pode ser mais ou menos, varia de lugar para lugar.

Digamos que você tenha afinidade com Trabalho e Movimentos Sociais , ao clicar neste link, você terá acesso a lista de professores que trabalham com essa temática e uma pequena descrição do que ela engloba:

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Aqui é um momento de você refinar a sua busca, é aconselhável  olhar todos professores, embora tenham a mesma linha de pesquisa, o trabalho pode ser ( provavelmente será) muito diferente um do outro.

Ao clicar sobre o nome do professor, você será levado para um resumo do currículo deste professor ou para a Plataforma Lattes ( aqui já um site fora do da instituição que você estava) no qual você poderá ver tudo que esse professor já fez no mundo acadêmico: onde estudou, quantos artigos já publicou, quantos livros, quem são seus parceiros, etc. É aqui que você saberá o que cada professor já fez de fato! Neste exemplo escolhi o professor doutor Dagoberto José Fonseca.

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Feito isso, é hora de pegar o contato do professor e enviar-lhe um e-mail, se apresentando, dizendo  quais as suas pretensões  e  questionando se esse professor está disponível  para te orientar no mestrado.

Acho que como um primeiro passo é isso, desejamos boa sorte nos processo seletivos e na vida acadêmica!

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CAPES disponibiliza aplicativo com dados de programas de pós-graduação

Está  disponível para download, o aplicativo .periodicos. permite que o usuário tenha acesso ao acervo do Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Pelo aplicativo é possível realizar buscar rápidas por assunto, periódico, base e livro; acessar remotamente via Comunidade Acadêmica Federada (café); navegar em websites referenciados pelos resultados de busca; ler os artigos, salvar os artigos em formato PDF em sua biblioteca; buscar e adicionar como favoritos os artigos salvos na biblioteca; criar notas e etiquetas para os artigos; editar notas e etiquetas; compartilhar notas; armazenar notas no Evernote; visualizar os destaques do Portal de Periódicos da CAPES.

Outros aplicativos destinados a bolsistas e à comunidade em geral estão em fase de desenvolvimento.

Também está disponível para download de forma gratuita na Apple Store (IOS) e Google Play (Android) o aplicativo Sucupira – Pró Reitor, voltado para atender os pró-reitores das instituições de ensino superior (IES) do Brasil, permitindo que tenham acesso a dados institucionais preenchidos pelos coordenadores de programas da pós-graduação (PPGs) de suas IES. É uma aplicação de acompanhamento do preenchimento das informações do Sistema Nacional de Pós-graduação (SNPG), que permite acesso a dados de discentes, docentes, produções intelectuais, entre outras informações utilizadas na avaliação dos cursos de pós-graduação das IES as quais os pró-reitores são responsáveis.

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Pelo aplicativo, também podem ser realizadas buscas rápidas por PPGs, obtidas informações estatísticas, verificadas pendências de desativação de curso ou programa, mudança de área básica ou de nome de curso, propostas de cursos novos, início de funcionamento de cursos ou mudança da data de início de cursos.

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CAPES institui, no âmbito da pós-graduação stricto sensu, as modalidades de mestrado e doutorado profissional

Foi divulgada na última sexta-feira, 24.03, no Diário Oficial da União (DOU), a Portaria n° 389, de 23 de março de 2017, do Ministério da Educação, que institui, no âmbito da pós-graduação stricto sensu, as modalidades de mestrado e doutorado profissional. A novidade é para a modalidade de doutorado, até então não existente no Sistema Nacional de Pós-Graduação. A modalidade de mestrado profissional teve início na década de 90 e atualmente conta com 718 cursos em funcionamento.

De acordo com a portaria, as modalidades têm o objetivo de capacitar profissionais qualificados para o exercício da prática profissional avançada e transformadora de procedimentos, visando atender demandas sociais, organizacionais ou profissionais e do mercado de trabalho; de transferir conhecimento para a sociedade, atendendo demandas específicas e de arranjos produtivos com vistas ao desenvolvimento nacional, regional ou local; de promover a articulação integrada da formação profissional com entidades demandantes de naturezas diversas, visando melhorar a eficácia e a eficiência das organizações públicas e privadas por meio da solução de problemas e geração e aplicação de processos de inovação apropriados; além de contribuir para agregar competitividade e aumentar a produtividade em empresas, organizações públicas e privadas.

Titulação:

Os títulos de mestres e doutores obtidos nos cursos profissionais avaliados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), reconhecidos pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e homologados pelo Ministro de Estado da Educação, terão validade nacional.

A CAPES terá o prazo de 180 dias para regulamentar e disciplinar, por meio de portaria, a oferta, a avaliação e o acompanhamento dos programas de mestrado e doutorado profissional.

Histórico:

Em artigo publicado na Revista Brasileira de Pós-Graduação (RBPG) nº 4, de julho de 2005, está o relato da constituição, no ano de 1995, de uma Comissão que elaborou documento dando origem a uma proposta da Diretoria Colegiada ao Conselho Superior da CAPES, que recebeu o título de “Programa de Flexibilização do Modelo de Pós-Graduação Senso Estrito em Nível de Mestrado” e resultou na Portaria nº 47/95.

Os referidos documentos enfatizavam a importância de implementar programas dirigidos à formação profissional, propondo a implantação, pela CAPES, de procedimentos adequados à avaliação e ao acompanhamento dessa nova modalidade de mestrados no contexto da pós-graduação, preservando os níveis de qualidade alcançados pelo sistema.

Três anos depois, a Portaria nº 80/98 reorganizou e trouxe orientações mais detalhadas quanto aos requisitos e condições de enquadramento das propostas de mestrado profissional, incluindo avanços no entendimento em relação à legislação precedente. As regulamentações foram aperfeiçoadas e novas normas sobre o mestrado profissional foram publicadas. A Portaria nº 389, publicada desta sexta-feira, 24, revoga a de nº 17/2009, que regulamentava os mestrados profissionais até então.

Fonte da notícia: CCS/Capes

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UNICAMP TEM REDE DE BLOGS PARA DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA

Recentemente, mais precisamente na última quinta-feira, recebemos uma mensagem de Letícia Moraes, uma pós-graduanda, blogueira e leitora da página Pós-graduação. Ela nos agradeceu por termos re-publicado um post de seu recém-criado blog:   “Diário de uma pós-graduanda”, o post citado é este aqui: 8 DICAS DE COMO ELABORAR ÓTIMOS SLIDES PARA APRESENTAÇÕES ACADÊMICAS.

Por conta de toda a repercussão de seu ótimo post, hoje, o blog está hospedado numa rede Blogs de Ciência da Universidade Estadual de Campinas-UNICAMP.

Segundo o próprio site “A iniciativa Blogs de Ciência da Universidade Estadual de Campinas iniciou-se em novembro de 2015, por meio de um projeto inicial criado pelo Espaço de Apoio ao Ensino e Aprendizagem (EA)².

Este projeto tinha por objetivo a criação de uma plataforma ou ferramenta que possibilitasse agregar blogs diversos de autoria de pesquisadores e docentes da Unicamp. Seguindo os casos de sucesso, como o ScienceBlogs, ResearchBlogging, ScienceBlogging, ScienceSeeker, entre outros,  sentiu-se a necessidade de criar algo parecido dentro da Universidade.

Para dar corpo e forma à proposta, o (EA)² fez parceria com o Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo – Labjor e o Laboratório de Inovação Tecnológica Aplicada na Educação – LANTEC, no sentido de agregar know-how em Divulgação Científica, Comunicação e Tecnologias.

A Universidade Estadual de Campinas, por meio dos órgãos supracitados fomenta, oportuniza, treina e dá suporte à iniciativa, mas  os conteúdos dos blogs individuais são de responsabilidade total de seus autores”

Para participarem desta rede, os blogueiros que devem ser ligados a UNICAMP,  fazem um curso de formação ministrados todos os semestres.

Queremos agradecer e parabenizar o pessoal da UNICAMP por essa iniciativa, ficamos na torcida para que outras universidades realizem projetos similares.

A página Pós-graduação gostaria de ser uma rede de blogs e blogueiros, mas há uma dificuldade em encontrar pessoas dispostas e disponíveis para tocar esse projeto. De qualquer maneira, estamos abertos para receber textos isolados de todos os leitores, desde que tratem da linha da página e blog ( ciência, educação, pós-graduação, humor na ciência, etc).

À Letícia Moraes queremos desejar toda a sorte na nova empreitada e que seu blog e página cresçam cada vez mais!

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Carta ao orientador

                                                                                 Pós-graduação, 17 de março de 2017.

Querido orientador,

Tudo bem com você ? Parece-me  que sim, a cada ano aumenta o seu  número de publicações, bem como as suas parcerias! O projeto Nature ainda está de pé?

Bom, comigo está tudo bem, sobrevivi a pós-graduação!!!

Estou te escrevendo porque me lembrei de algumas coisas, digamos que eu esteja fazendo um review na minha vida!

Lembro-me do dia em você me apresentou o laboratório e meus futuros colegas de grupo, seus cúmplices, sim,  seus cúmplices. Estavam todos lá, com a carinha de feliz, rindo e trabalhando em seus ótimos computadores, ninguém me disse nada, do tipo, foge daqui enquanto dá!

Algum tempo depois, você foi apresentar o laboratório para outro colega que estava chegando, quando vocês saíram, alguém disse algo assim: “me lembro do dia em que mordi a isca”, é uma ótima analogia né não? Ele deve ter dito a mesma coisa quando você e eu saímos daquela salinha!

No laboratório, você me mostrou aqueles aparelhos super modernos, mas não disse nada daquele gringo insuportável que cuidava de um deles, nem falou do técnico que “cuidava” dos outros aparelhos, ele só queria se aposentar e sumir dali, quanto dinheiro público gasto com quem não quer trabalhar!

Quanta raiva você me fez passar em 6 anos! Você me apresentou a “Disneylândia”, era tudo lindo, pouco tempo depois eu me vi na “Caverna dos Dragões, sem saber onde era a saída!

Vi colegas reclamando da vida, outros chorando (literalmente), vi gente entrando em depressão e vi gente desistindo da carreira acadêmica, mas,  também vi pessoas completamente apaixonada pelo o que estavam fazendo!

Não foi fácil…

Quando eu chegava em sua sala e fazia uma pergunta simples, você enrolava, enrolava, enrolava e não respondia o que eu precisava, no fim, eu saía de lá e ainda dizia muito obrigado!

E as vezes que eu fui na sua sala para discutir os meus resultados, mas você olhava para mim com aquela cara de que não tinha a menor ideia do que se tratava a minha tese? Ou, quando me mandava fazer coisas que as vezes duravam uma semana, parecia que eu estava reinventado a roda, no final você dizia: “está tudo errado, faz de novo”.

Ah, eu te matava com os olhos!

O mesmo ocorria quando você me dava um artigo de 40 páginas para ler, mas poderia ter resolvido meu problema com 3 frases.

E na minha defesa de doutorado, quando você disse para a banca que havia corrigido minha tese às pressas, no avião, se eximindo de qualquer culpa por alguma bobagem que eu poderia ter escrito,  tive vontade de TE ESGANAR!

Mas, apesar do que está relatado acima, esta carta é para te agradecer! Hoje eu tenho plena consciência que eu sou uma pessoa melhor! Fui onde nunca imaginei ir, aprendi coisas que eu nem sabia que existiam e tenho um título de doutor. A sua participação foi fundamental no processo da minha formação como ser humano e profissional!

O muro da construção do conhecimento se dá tijolo a tijolo, começando por uma base bem sedimentada, talvez seja esse o princípio que pautou nossa relação, não sei se foi o melhor pra mim e não se foi o melhor que você poderia dar, enfim, o que passou passou, MUITO OBRIGADO POR TUDO!

Ass: seu orientando

PS: se um dia eu for um professor doutor phDeus pica das galáxias, farei com que meus alunos sintam orgulho de mim, que tenham prazer de ir em minha sala e que me convidem para ir em todos os churrascos! #ficaadica

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TOEFL ou IELTS? Entenda a diferença entre os exames

Por: Ana Virginia Kesselring

TOEFL ou IELTS? IELTS ou TOEFL? Qual dos dois exames de proficiência em inglês escolher? Em primeiro lugar, você precisa saber qual teste a universidade de seu interesse solicita e qual a nota média dos alunos que ingressaram.

Há instituições que aceitam os dois testes, porém, a exigência de nota pode ser menor para algum deles. É preciso ficar atento a isso. De uma forma geral, o TOEFL predomina nos Estados Unidos e o IELTS, na Europa e demais países com cursos em inglês.

O TOEFL é um teste feito todo pela internet, no computador, em um centro aplicador. A inscrição é feita pelo site TOEFL.org. Sua nota vai de 0 a 120, sendo que 61 é o mínimo exigido. Mas não pense que essa nota é suficiente. As boas faculdades pedem acima de 90 pontos, chegando a mais de 100 quando falamos nas escolas que estão entre as melhores do mundo, como Harvard, Columbia e Yale.

O IELTS também é um teste oferecido praticamente toda semana no Brasil e realizado em um centro aplicador. A inscrição é feita pela internet. Sua nota vai de 0-9 pontos, e o mínimo exigido é 6 pontos. Mas também não pense que essa é a nota ideal. A pontuação necessária varia conforme a faculdade pretendida e pode chegar a 8.

Além disso, o IELTS possui 2 formatos: o Academic, voltado a candidatos que irão realizar o processo de admissão para cursos de graduação, mestrado e doutoradosem universidades, e o General Training, para candidatos de programas de treinamento profissional, ensino médio no exterior ou para imigração. Veja aqui a diferença de formato entre os dois

Ambos verificam as habilidades em reading, listening, writing e speaking, mas há diferenças importantes entre os testes. Veja a seguir as particularidades e exigências de cada um, destacadas por seções:

Listening

IELTS: o inglês é predominantemente britânico com algumas variações de sotaque. As questões e o vocabulário abordados são de um inglês regular, não é exigido nenhum conhecimento extremamente avançado ou específico. As questões variam do nível pré-intermediário até o avançado.

Esta parte do teste consiste em 4 seções que envolvem preenchimento de lacunas e questões de múltipla escolha. Algumas das questões pedirão que você escolha, dentre cinco opções, duas ou três que estejam corretas. O teste exige uma atividade mais ativa do que o TOEFL. Isto é, você precisa fornecer dados que não estão na prova e que requerem conhecimento prévio. Se não estudar, não adianta achar que no teste você vai “se virar”.

TOEFL: o inglês é americano e há questões que envolvem o ambiente acadêmico, tanto situações gerais dentro do campus como aulas de matérias específicas.

As respostas são encontradas no teste e a participação do candidato é menos ativa. Ou seja, as respostas estão prontas e você só precisa encontrar uma alternativa correta (teste de múltipla escolha) dentro as quatro opções fornecidas. É uma seção muito padronizada e previsível, isto é, todos os testes têm o formato muito parecido. Assim, estudando a estrutura do teste, é possível aumentar sua nota. Todas as questões estão em ordem e não há como se perder.

Reading

IELTS: você precisa não somente de um bom nível de compreensão e de vocabulário, como também de gramática. Entender a intenção do autor é importante e, por isso, uma bagagem de leitura é essencial para esta seção do teste. Definitivamente, a seção de reading do IELTS é mais exigente e menos previsível que a do TOEFL.

TOEFL: os textos são bastante acadêmicos, mas o vocabulário é sempre colocado dentro de contexto, o que torna mais fácil o seu entendimento. Entender sufixos e prefixos ajudam o aluno a responder às questões de vocabulário. Exige menos treino do que o IELTS, mas isso não quer dizer que seja fácil.

Writing

IELTS: você terá duas redações. A primeira será de interpretação de dados e terá a duração de 20 minutos. É muito importante saber comparativos e conhecer verbos específicos para falar de dados. Não há a expressão de sua opinião nesta redação, os dados já são fornecidos e você terá que reproduzi-los no texto.

A segunda redação é muito parecida com a do TOEFL, em que você deve expressar seu ponto de vista sobre um assunto, e você terá 40 minutos para desenvolvê-la. Quanto mais profundo e convincente seu texto, melhor será sua nota.

TOEFL: você também terá que escrever duas redações. A primeira envolverá reading e listening: você terá que ler um pequeno texto, ouvir um trecho de listening e responder o que cada um deles adiciona ao outro. É importante ter um modelo a seguir e escrever uma redação bem clara e organizada. Todo o conteúdo estará nos materiais fornecidos e não é necessário expressar sua opinião.

Na segunda redação você deve expressar sua opinião, mas não que ela em si irá contar pontos. O importante é a organização de ideias e a coerência do seu texto. Veja aqui dicas valiosas para a seção de writing do TOEFL

Um texto claro e uma boa gramática são essenciais para uma boa nota, tanto no IELTS como no TOEFL. O IELTS é mais exigente no conteúdo em si, enquanto o TOEFL cobra mais organização de ideias.

Speaking

IELTS: você será avaliado em 3 etapas. Haverá um teste oral com um entrevistador que perguntará questões gerais sobre você: o que gosta de fazer em seu tempo livre, se estuda, trabalha, lugares que frequenta e as razões que o levam a determinadas escolhas. Aqui, sua participação é menos ativa, pois o entrevistador fará perguntas específicas e o fará utilizar determinadas estruturas gramaticais e tempos verbais. É uma seção que se espelha mais na realidade e, por isso,é mais fácil que a do TOEFL.

TOEFL: a a entrevista é realizada via computador, o que quer dizer que não há interação com um examinador, somente com a máquina. Suas respostas são gravadas e ouvidas depois pelos avaliadores. É algo menos real e, por isso, exige mais treino. Você terá que mostrar o que sabe para o entrevistador (computador, no caso): utilizar comparativos, discourse markers, linguagem mais formal e estruturas gramaticais avançadas fazem sua nota aumentar. Veja aqui frases para usar nessa seção

Veredito: TOEFL OU IELTS?

O TOEFL é um teste bastante padronizado, o que torna um pouco mais fácil a preparação do aluno. Já o IELTS exige uma base bastante sólida em todas as habilidades. Se você puder escolher entre os dois e seu nível de inglês não for muito avançado, particularmente, sugiro o TOEFL, pois você conseguirá se preparar para tirar uma boa nota em um intervalo menor de tempo.

Conhecer bem a estrutura dos testes e treinar especificamente para eles é o grande diferencial. Não adianta apenas “saber inglês”, é preciso estudar para os testes. Não há segredo: quanto mais treino e estudo, melhor será sua nota.

* Este artigo foi originalmente publicado pelo Estudar Fora, portal da Fundação Estudar. 

Sobre a autora: Ana Virginia Kesselring é administradora de empresas com especialização em Psicopedagogia Clínica e Educacional e tem mais de 15 anos de experiência no ensino de idiomas. É proprietária da Virginia Center School, instituição que, além de oferecer cursos regulares de idiomas, prepara estudantes para provas como TOEFL, IELTS, SAT, ACT, GRE e GMAT. Contato: virginia@virginiacenter.com.br

Leia também: 7 etapas de um doutorado

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