É possível ser reprovado na defesa da tese/dissertação?

SIM. É possível!

Se você está fazendo uma defesa de tese/dissertação para ser aprovado, naturalmente, ser reprovado é uma possibilidade. Mas, porém, todavia, contudo se você está no dia de sua defesa, é porque já passou por uma banca de qualificação, já teve seu trabalho acompanhado e corrigido por seu orientador, o que em tese te preparou para a defesa e consequentemente sua aprovação!

Mesmo que raras, reprovações acontecem, veja alguns relatos:

“Eu só conheço um caso de reprovação…aconteceu há uns 20 anos na UFRGS. Parece que o mestrando insatisfeito com as críticas, xingou a banca usando todo tipo de impropério! Então não sei se foi reprovado pelo conteúdo do trabalho ou das ofensas!”

“Eu conheço uma história de um doutorando que estava a falar na tese sobre uma espécie de peixes que existia em um rio específico de Uganda, porém, na banca tinha um professor que para a “sorte” do aluno, conhecia Uganda e esse rio e falou COM TODAS AS LETRAS que não existia essa espécie lá.Aí ele confessou que tinha “inventado”, pois era um rio tão específico que ele achava que ninguém ia contestar.”

“Soube de uma menina no meu PPG que não conseguiu responder NENHUMA pergunta da banca. Não parecia que o trabalho era dela. Aí foi reprovada”

“Conheço um que foi reprovado no mestrado porque copiou e colou na dissertação dele trechos da tese da esposa do orientador.
Esse não teve outra chance.”

“Tenho uma amiga que não conseguiu defender. O orientador não aceitou o trabalho dela, não foi nem para a defesa”

“Uma mestranda foi reprovada por plágio! O trabalho tinha páginas e mais páginas copiadas de sites como uol, G1…Foi reprovada e jubilada!”

“Reza a lenda que em meu programa uma doutoranda forjou os dados de sua pesquisa.
Ela e o esposo quem responderam os questionários que deveriam ser aplicados. O orientador não percebeu, a banca também não. A moça recebeu o título de doutora.
Porém, tempos depois, o marido levou chifre e pra se vingar foi até o programa e denunciou a ex. A moça foi processada e perdeu o título.”

“Na banca de defesa não. Mas na qualificação conheço um monte de gente.”

Como podemos ver, são várias as situações que levam para a reprovação, então prepare-se muito para evitar o pior!

Obs: nem todos os programas de pós-graduação tem a qualificação, o que é muito ruim, porque a qualificação funciona como um “termômetro” do trabalho. Deveria ser obrigatório em todos os lugares.

Leia também:  A CIÊNCIA BRASILEIRA E O GATO DE SCHRÖDINGER

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Dicas de pesquisa com Vera Menezes

Gravar ou observar não são sinônimos de fazer pesquisa etnográfica. O método surgiu na antropologia e tem sido apropriado em pesquisas na educação e em linguística aplicada, mas, raramente, as pesquisas ditas etnográfica são mesmo etnográficas. Etnografia implica observação participante, uma vivência dentro da comunidade estudada e a perspectiva êmica, ou seja, o ponto de vista dos participantes.

Sugiro algumas leituras
RODRIGUES JÚNIOR, A. S. Ethnography : method only or logic of inquiry in EFL research in Brazil? Trabalhos em Lingüística Aplicada, v. 51, n.1, p.35-49, jan-jun. 2012. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/tla/v51n1/v51n1a03.pdf

A etnografia como uma lógica de investigação
https://www.academia.edu/…/A_etnografia_como_uma_l%C3%B3gic…
O artigo completo está em GREEN, J.; DIXON, C.; ZAHARLICK, A. A etnografia como uma lógica de investigação. Tradução de Adail Sebastião Rodrigues Júnior e Maria Lúcia Castanheira. Educação em Revista, Belo Horizonte, v. 42, p. 13-79, 2005. (só versão em papel)

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Dicas de pesquisa com Vera Menezes

A dica do dia é sobre o suporte teórico. Vou citar trabalhos meus nas dicas, mas não é por vaidade e sim porque poderia ofender outros autores. É comum encontrarmos, em projetos e outros textos acadêmicos, a seguinte forma de falar sobre o suporte teórico. “Meu suporte teórico é Paiva (2015)*, fulano, beltrano”. Ora, Paiva (2015) não é um suporte teórico, pois é um texto sobre história da tecnologia. Ou ainda, “meu suporte teórico é Paiva (2007)**. Paiva 2007 não propõe nenhuma teoria nova: nem sobre habilidades orais nem sobre narrativas de aprendizagem. O texto fala sobre o desejo de aprender a falar. Ele tem como suporte a teoria do caos que não é uma teoria desenvolvida por mim. Se você vai trabalhar com teoria do caos, o correto seria dizer “meu suporte teórico é a teoria do caos e me baseio nos seguintes autores…”. Sempre recorra a textos sobre a teoria e evite textos de segunda mão. Será que Paiva (2007) é a melhor fonte para falar sobre teoria do caos? Ou seria melhor deixar esse texto para a revisão da literatura mostrando outras pesquisas que trabalharam com essa perspectiva teórica?

Conclusão: ao falar de seu suporte teórico ou referencial teorico, diga qual é a teoria que vai dar suporte a sua pesquisa.Explicite quais são os conceitos que você vai usar para iluminar seu objeto de estudo.

*Paiva, V.L.M.O.P.O uso da tecnologia no ensino de línguas estrangeiras: breve retrospectiva histórica. In: JESUS, Dánie Marcelo de; MACIEL. Ruberval Franco (Orgs.)Olhares sobre tecnologias digitais: linguagens, ensino, formação e prática docente. Coleção: Novas Perspectivas em Linguística Aplicada Vol. 44.Campinas, SP : Pontes Editores, 2015, p.21-34.

**Paiva, V.L.M.O.P. As habilidades orais nas narrativas de aprendizagem. Trabalhos em Linguística Aplicada. v. 46, n.2.p.165-179, 2007.

 

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Metodologia é o estudo dos métodos (os procedimentos de pesquisa, o como). É comum usarmos metodologia no lugar de métodos.  A rigor, o capítulo deveria se chamar método, mas a metonímia já está consagrada. Não é mais necessário “pedir desculpas” se for usar método(s) qualitativo(s).  Isso é coisa do passado. Não perca tempo com isso. A pesquisa qualitativa já é muito bem aceita em várias áreas. E não precisa se defender também se sua opção é a pesquisa quantitativa. O que importa é que você escolha o(s) método(s) adequados aos seus propósitos e os descreva para que o leitor entenda como sua pesquisa será (no caso de projeto) ou foi desenvolvida em uma monografia, dissertação ou tese.

Bônus:  Análise de dados não é uma mera descrição do que você observou ou gerou. Os dados devem ser interpretados à luz dos conceitos teóricos que você anunciou que iria usar. A análise de dados tem que dialogar com a teoria.

 

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Dicas de pesquisa com Vera Menezes

Uma dissertação de mestrado pode ter cara de tese de doutorado, mas uma tese de doutorado não pode parecer trabalho de mestrado. Vejam como as normas da UFMG fazem a diferença entre especialização, mestrado e doutorado:

Art. 2o A Pós-graduação a que se referem estas Normas abrange
cursos de Especialização, Mestrado – nas modalidades Acadêmica e Profissional – e Doutorado, que levam, respectivamente, à obtenção do título de Especialista e dos graus de Mestre e Doutor.

§ 1o A Especialização tem por objetivo aprofundar a qualificação
profissional em campo específico do conhecimento.
§ 2o O Mestrado tem por objetivos aprofundar o conhecimento
acadêmico e profissional, bem como desenvolver a capacidade de desenvolver pesquisas em área específica de atuação.

§ 3o O Doutorado tem por objetivo desenvolver a capacidade de
propor e conduzir pesquisas originais, de forma autônoma, em área específica de atuação.

Sintetizando, a especialização aprofunda conhecimentos, o mestrado é uma iniciação à pesquisa, e o doutorado é geração de CONHECIMENTO NOVO.

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Dicas de pesquisa com Vera Menezes

“Não inclua em sua pesquisa uma revisão de tudo o que estudou até chegar à escrita do trabalho. Escolha a teoria que realmente vai te ajudar a entender o fenômeno escolhido e cite pesquisas anteriores para contextualizar a sua. Leia as fontes originais. Citar de segunda mão aquilo que é fundamental ao seu trabalho é imperdoável. Mas você deve citar as críticas, se houver, e apresentar seu posicionamento. Você não precisa concordar com tudo, desde que faça uma crítica consistente. Não se esqueça de fazer uma revisão de outros trabalhos no Brasil e no exterior que fizeram pesquisas sobre o mesmo tema. Cuidado com colchas de retalhos. Não faça uma lista de citações. Comente, mostre semelhanças e diferenças, aponte lacunas e pontos positivos, use argumentos contra e a favor, e fale das controvérsias.  Coloque sua voz no seu trabalho.”

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11 de fevereiro: Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência

 

O dia 11 de fevereiro foi o escolhido para celebrar  o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência.

A data foi instituída em dezembro de 2015 pelos Estados-Membros da Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de reconhecer o importante papel que as mulheres desempenham nas comunidades de ciência e tecnologia ao redor do mundo.

A Hydrogene, um blog de ilustrações gráficas no Tumblr, criou representações minimalistas da obra de 20 mulheres que foram e são muito importantes para a ciência.

A equipe AZ traz essas belas imagens junto com pequenas descrições de quem foram essas grandes mentes femininas da ciência e o que representam para o mundo. Todas as simples e significativas obras de arte abaixo estão disponíveis para venda neste link. Se você é fã de alguma dessas cientistas em específico, você também pode comprar cartazes de cada cientista individualmente.

Abaixo, você poderá conhecer, em poucas palavras, o que cada uma fez e representa para a ciência e para a humanidade.

Marie Curie – Ganhadora do Prêmio Nobel em Física e em Química

As conquistas de Marie incluem a teoria da radioatividade (termo que ela mesma cunhou), técnicas para isolar isótopos radioativos e a descoberta de dois elementos, o polônio e o rádio. Sob a direção dela foram conduzidos os primeiros estudos sobre o tratamento de neoplasmas com o uso de isótopos radioativos. A cientista fundou os Institutos Curie em Paris e Warsaw, que até hoje são grandes centros de pesquisa médica. Durante a Primeira Guerra Mundial, fundou os primeiros centros militares no campo da radioatividade.

Jane Goodall – Famosa antropóloga e primatóloga (estudo dos primatas) britânica, é também bastante envolvida com pacifismo

Estudou a vida social e familiar dos chimpanzés (Pan troglodytes) em Gombe, Tanzânia, ao longo de 40 anos. Os seus estudos contribuíram para o avanço dos conhecimentos sobre a aprendizagem social, o raciocínio e a cultura dos chimpanzés selvagens.

Grace Hopper – Analista de Sistema, criadora de uma das primeiras linguagens de programação e do primeiro compilador

Foi ela quem criou a linguagem de programação Flow-Matic, hoje extinta. Esta linguagem serviu como base para a criação do COBOL. Ela também foi uma das primeiras programadoras do Harvard Mark I em 1944. Dentre outras realizações da almirante está a criação do primeiro compilador, de COBOL, sendo a primeira linguagem de programação de computadores a se aproximar da linguagem humana ao invés da linguagem de máquina.

Sally Ride – Primeira mulher Americana no Espaço

Em 18 de junho de 1983, Ride entrou para a história como a primeira americana a subir ao espaço, como integrante da tripulação da Challenger, na missão STS-7, que colocou em órbita dois satélites de comunicação, realizou experimentos farmacêuticos e foram os primeiros tanto a colocar um satélite em sua órbita no espaço, quanto em recolher outro avariado para dentro do ônibus espacial.

Rosalind Franklin – Física (que trabalhou com biologia) Britânica, a responsável pela descoberta da estrutura helicoidal do DNA

Iniciou a aplicação de estudos com difração do raio-X para determinação da estrutura da molécula do DNA. Este trabalho permitiu ao bioquímico norte-americano James Dewey Watson e aos britânicos Maurice Wilkins e Francis Crick confirmar a dupla estrutura helicoidal da molécula do DNA, dando-lhes o Nobel de Fisiologia ou Medicina (1962), sendo ela a grande injustiçada, já que o Nobel não pode ser atribuído postumamente.

Rachel Carson – Primeira cientista a pesquisar a fundo os possíveis malefícios do uso de agrotóxicos

Escritora, cientista bióloga e ecologista norte-americana. Através da publicação de Silent Spring (1962), ajudou a lançar a consciência ambiental moderna.

Lise Meitner – Física austríaca que descobriu a fissão nuclear

Em fevereiro de 1939, Meitner publicou a explicação física sobre o processo que denominou de fissão nuclear. Meitner provou que a divisão do átomo de Urânio (em átomos de BárioCriptônio) libera energia e nêutrons, que por sua vez causam fissão em mais átomos liberando neutrões e assim sucessivamente, dando origem a uma série de fissões nucleares com liberação contínua de energia, num processo denominado reação em cadeia. Meitner reconheceu o potencial explosivo desse processo. Imediatamente esses resultados foram confirmados no mundo inteiro. Tal descoberta fez com que outros cientistas se juntassem para convencer Albert Einstein a escrever uma carta ao Presidente Franklin D. Roosevelt, alertando-o quanto aos perigos do Projeto Manhattan. Embora o químico Otto Han tenha recebido, em 1944, o Prêmio Nobel de Química pela pesquisa em fissão nuclear sem creditar devidamente Lise Meitner, muitas pessoas consideram Meitner a “mulher mais importante na ciência do século XX”.

Barbara McClintock – Botânica norte-americana que descobriu a transposição genética

É considerada, ao lado de Gregor Mendel e Thomas Hunt Morgan, uma das três mais importantes figuras da história da genética. Empreendeu uma das mais espetaculares descobertas da genética, os genes saltadores ou transposões. Passaram-se mais de trinta anos entre a sua descoberta, fundamental para a genética, e o recebimento do Prêmio Nobel em 1983.

Elizabeth Blackwell – A primeira mulher a exercer a Medicina nos Estados Unidos

Em 11 janeiro de 1849 se tornou a primeira mulher a receber um doutorado nos Estados Unidos. Em 1868 fundou uma Universidade Médica da Mulher e no ano seguinte foi para a Inglaterra onde ela foi professora de ginecologia até sua aposentadoria em 1907.

Jocelyn Bell Burnell – Astrofísica britânica que descobriu os primeiros pulsares

Como estudante de pós-graduação descobriu os primeiros pulsares quando estudava sob a orientação de Antony Hewish. A descoberta rendeu a Hewish o Nobel de Física de 1974, compartilhado com Martin Ryle, tendo ela sido excluída, apesar de ter feito a observação. Bell Burnell foi presidente da Royal Astronomical Society entre 2002 e 2004, presidente do Institute of Physics entre 2008 e 2010, e presidente interina no começo de 2011.

Dorothy Hodgkin – Determinou a estrutura da vitamina B12

Tendo determinado a estrutura da vitamina B12, o que lhe rendeu o Nobel de Química de 1964, também foi a responsável por desenvolver a cristalografia de raios X, um método usado para determinar a estrutura tridimensional de biomoléculas.

Ada Lovelace – Criadora do primeiro algoritmo a ser processado por máquinas

Desenvolveu os algoritmos que permitiriam à máquina computar os valores de funções matemáticas, além de publicar uma coleção de notas sobre a máquina analítica. Por esse trabalho é considerada a primeira programadora de toda a história.

Shirley Ann Jackson – a primeira mulher afro-americana a se doutorar no MIT

Como pesquisadora de partículas subatômicas durante os anos 1970, Jackson estudou e conduziu pesquisas em uma numerosa quantidade de laboratórios de Física prestigiados na Europa e nos EUA. Interessada no estudo de propriedades eletrônicas e magnéticas de transporte de sistemas de semicondutores, é também a oitava presidente do Rensselaer Polytechnic Institute. Em 1995 foi designada pelo presidente Bill Clinton para servir como presidente da Comissão Reguladora Nuclear dos EUA (NRC), tornando-se a primeira mulher afro-americana a manter essa posição.

Flossie Wong-Staal – Primeira cientista a clonar o HIV e determinar a função de seus genes

Dando o grande passo para provar que o HIV é a causa da AIDS, Flossie elaborou o mapeamento genético do vírus, dando início assim às suas pesquisas pela descoberta de retrovirus. Foi nomeada pela revista Discover como sendo uma das 50 mais extraordinárias cientistas mulheres, além de, em 2007, ter sido nomeada pelo The Daily Telegraph como o 32° dos “Top 100 Gênios Vivos”.

Kalpana Chawla – Astronauta indiana morta em missão espacial

Foi uma astronauta norte-americana nascida na Índia, integrante da tripulação da naveColumbia que se desintegrou na reentrada na atmosfera ao fim da missão STS-107, em fevereiro de 2003, matando todos os tripulantes. Seu irmão, Sanjay Chawla, fez a seguinte declaração: “Para mim, minha irmã não morreu. Ela é imortal. Não são imortais as estrelas? Ela é uma estrela permanente no céu, o lugar a que ela pertence”.

Alice Ball – Química afro-americana que desenvolveu a vacina contra a lepra

Além de conduzir estudos que tornaram possível o desenvolvimento da vacina contra a lepra, ela também foi a primeira mulher afro-americana a concluir uma pós-graduação na Universidade de Havaí com grau de mestre.

Maryam Mirzakhani – Primeira mulher e primeira iraniana a ser honrada com a medalha Fields

Sendo a primeira mulher e iraniana a receber o mais prestigiado prêmio em Matemática, buscou compreender a simetria de superfícies curvas. Também provou que geodésicas complexas e seus fechos em espaços modulares são surpreendentemente regulares, em vez de irregulares ou fractais, como antes se pensava. Suas contribuições foram relevantes para a dinâmica e a geometria das superfícies de Riemann e seus espaços de módulos.

Chien-Shiung Wu – Física sino-estadunidense que conduziu o Wu Experiment

Dando importantes contribuições para o campo da Física Nuclear, Wu trabalhou no Projeto Manhattan, mas é mais conhecida por conduzir o experimento Wu, que contradizia a lei hipotética de conservação da paridade. Esta descoberta resultou em seus colegas Tsung-Dao Lee e Chen-Ning Yang ganharem o Prêmio Nobel em Física de 1957, o que também rendeu a Wu o primeiro Prêmio Wolf em Física em 1978. Sua especialização em física experimental evocou comparações com Marie Curie. Seus apelidos incluem “a primeira-dama da Física”, “a Madame Curie chinês”, e “a Rainha da Pesquisa Nuclear”.

Hedy Lamarr – Inventora austríaca que deu a base para a telefonia celular

Além de inventora radicada nos EUA, Lamarr também era atriz. A sua mais significativa contribuição tecnológica deu-se durante a Segunda Guerra Mundial, tendo sido a sua co-invenção, juntamente com o compositor George Antheil, de um sistema de comunicações para as Forças Armadas dos Estados Unidos que serviu de base para a atual telefonia celular.

Valentina Tereshkova – Primeira mulher a ir ao espaço

Oriunda de família proletária, essa cosmonauta foi transformada em heroína nacional após o sucesso de sua missão, e condecorada por líderes soviéticos, russos e estrangeiros de várias gerações. Nos anos seguintes se tornou proeminente na sociedade e na política do país, primeiro na União Soviética e depois na Rússia. Até os dias atuais, é a única mulher a ter feito um voo solo ao espaço.

A publicação é originalmente do Ano Zero e, portanto, é dele todos os créditos.

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