70 opções para conseguir uma bolsa de estudo!

Olá, leitores!

Sonha estudar fora? Você faz parte de um grande grupo de pessoas que desejam uma especialização ou simplesmente uma experiência de vida no exterior. Mas o sonho acaba sempre mudando de rumo quando se fala em custos. Nesse caso, a melhor opção é mesmo uma bolsa de estudos.

Para conseguir uma delas, não é fácil. As exigências são muitas e a concorrência é grande. Mas, não é nada impossível.

Os processos de seleção exigem bastante dos interessados. Fluência no idioma com proficiência comprovada e excelente desempenho acadêmico são apenas dois dos requisitos das universidades internacionais. Cada oferta de bolsa tem seus próprios requisitos.

Comece por conferir a lista de instituições, fundações e órgãos governamentais brasileiros e internacionais que oferecem bolsas de estudo anualmente. Estude cada uma das opções com atenção e escolha a melhor opção para você.

Oportunidades de bolsas de estudos

Brasil

1- Capes – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Agência de fomento do governo federal. Programas de bolsas de estudos mantidos pela CAPES no exterior: doutorado, doutorado sanduíche no exterior – PDSE, pesquisa pós-doutoral, estágio sênior, apoio a eventos no exterior (AEX),programa de áreas estratégicas e institutos nacionais de ciência e tecnologia,grande prêmio CAPES de teses.

2- CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
Oferece bolsas para Doutorado Pleno, Doutorado Sanduíche, Pós-Doutorado e Estágio Sênior

3-  Fapesp – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo
Oferece auxílio para:
a. Bolsa estágio de pesquisa no exterior (BEPE) – apoia a realização de estágios de pesquisa de curta e média duração, por bolsistas da FAPESP de Iniciação Científica, Mestrado, Doutorado/Doutorado Direto e Pós-Doutorado, no exterior. O estágio de pesquisa no exterior é obrigatoriamente parte integrante de bolsa de pesquisa no país, não podendo ser solicitado independentemente.
b. Bolsa de pesquisa no exterior (BPE) para candidatos com título de doutor ou qualificação equivalente, comprovada por sua súmula curricular, vínculo com instituição de pesquisa do Estado de São Paulo e produção científica ou tecnológica.

4- Ministério das Relações Exteriores – Divisão de temas educacionais (DCE)
Site oferece diversas oportunidades recentes de bolsas de estudos concedidas a estudantes brasileiros no exterior.
Veja também outras oportunidades divulgadas pela MRE na página do facebook.

5- Fundação Estudar
Oferece bolsas para alunos brasileiros realizarem Mestrado e Doutorado no exterior.

6- Fundação Lemann
Oferece bolsas de estudos parciais e integrais em algumas das melhores universidades do mundo para pessoas de talento e potencial, comprometidas com o desenvolvimento do Brasil.

7- Programa de Bolsas de Estudo – Santander Universidades
Oferece seis modalidades de bolsas de estudo para alunos de Graduação, Pós-graduação,Professores e Pesquisadores

8- Instituto Ling
Oferece bolsas de Mestrado e Pós-graduação para alunos já aprovados para os cursos de MBA, MPA e LLM em universidades de primeira linha no exterior, jovens jornalistas indicados por profissionais de renome da imprensa brasileira, alunos aprovados para um Mestrado em Engenharia na universidade IIT ou jovens indicados por entidades parceiras para participarem do programa de Pós-graduação em liderança Global, Competitiveness Leadership Program.

Reino Unido

9- Chevening UK Government Scholarships
Oferece bolsas de Mestrado em universidades britânicas para profissionais brasileiros talentosos.

10- Newcastle University
Oferece bolsas para brasileiros interessados em cursar seu Doutorado nesta instituição.

11- UK Council for International Student Affairs – UK CISA
Órgão consultivo nacional do Reino Unido, o UK CISA tem por objetivo servir os interesses dos estudantes internacionais. Oferece em seu site diferentes modalidades de bolsas disponíveis no Reino Unido.

12- LAC-CAF Scholarships
O CAF – Latin American Development Bank e o Latin American Centre da University of Oxford, oferecem duas bolsas de estudo para o Mestrado em Latin American Studies em 2016/17 no St Antony’s College. Inscrições abertas até 11 de Março de 2016.

13- Edinburgh Global Latin American Masters Scholarships
Bolsas para estudar no Reino Unido oferecidas pela University of Edinburgh para estudantes Latino Americanos que estejam cursando seu mestrado.

14- Education UK
Site oficial do British Council para estudantes internacionais interessados em estudar no Reino Unido. Oferece informações sobre bolsas de estudo em diferentes universidades e modalidades.

Estados Unidos

15- Education USA
Fonte oficial de informações sobre estudos nos Estados Unidos, disponibiliza em seu site informações sobre oportunidades de bolsas de estudos em universidades americanas para estudantes brasileiros. Oferece também o programaOportunidades Acadêmicas.

16- Comissão Fulbright no Brasil
Oferece bolsas de estudos para estudantes de Pós-graduação, Professores e Pesquisadores em universidades americanas.

17- Programa H.H. Humphrey Fellowships
O Programa oferece bolsas de estudos nos Estados Unidos para profissionais do setor público e do terceiro setor (ONGs) em meio de carreira, preferencialmente empreendedores sociais.

18- John S. Knight Journalism Fellowships at Stanford
Bolsas para jornalistas e pesquisadores da comunicação de todas as partes do mundo na Universidade de Stanford. O programa conta com duração de 10 meses e tem como objetivo principal estimular novas formas de pensamento e de dinâmica de trabalho no jornalismo.

Canadá

19- Scholarships for non-Canadians
O programa de bolsas internacionais disponibiliza uma série de ofertas para candidatos brasileiros interessados em fazer pós-graduação ou desenvolver Pesquisas no Canadá. No box I am from, insira Brazil.

20- University of British Columbia – International Leader of Tomorrow Award
Bolsas para alunos de graduação com excelente desempenho acadêmico, liderança e envolvimento com a comunidade.

21- Emerging Leaders in the Americas Program (ELAP)
Bolsas de curta duração (4-6 meses) para estudantes de graduação, mestrado e doutorado que tenham interesse em estudar ou realizar sua pesquisa no Canadá.

22- Centro de Educação Canadense (CEC)
Companhia privada sem fins lucrativos cujo objetivo, com o apoio do governo canadense, é divulgar o Canadá como destino para estudantes internacionais. Disponibiliza em seu site informações sobre ofertas de bolsas de estudo em universidades canadenses

23- Mitacs Globalink Research Internship
Programa que oferece bolsas de estudo integrais para estudantes universitários realizarem pesquisas em universidades canadenses.

Holanda

24- Nuffic Neso Brazil
Órgão do governo holandês, sediado em Brasília. Tem como objetivos promover o ensino superior holandês no Brasil, estimular a cooperação institucional entre universidades brasileiras e holandesas e desenvolver relações com alumni. Oferece informações sobre opções de bolsas disponíveis em universidades holandesas. Também detalha as fontes de financiamento para que tem interesse em estudar na Holanda.

25- Programa Orange Tulip Scholarship Brazil
Voltado a estudantes brasileiros com excelência acadêmica. Todas as bolsas são para cursos ministrados em inglês. Inscrições abertas até 01 de Abril de 2016.

Suíça

26- State Secretariat for Education, Research and Innovation – SERI
Órgão do governo Suíço, oferece bolsas para doutorado, pós-doutorado e pesquisa. Como as oportunidades e prazos de candidatura variam a cada ano, é recomendável checar o site periodicamente.

27- Embaixada Suíça em Brasilia
Oferece em seu site informações sobre bolsas de estudo no país.

Suécia

28- Lund University Global Scholarship
Bolsas de estudo para cursar a graduação ou mestrado na Lund University.

Alemanha

29- DAAD – Brasil
Escritório do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico no Brasil. Oferece bolsas para graduação, pós-graduação, doutorado e programas interinstitucionais.

30- DAAD – German Academic Exchange Service
Site onde você pode encontrar informações sobre vários tipos de apoio financeiro oferecidos pelo DAAD a estudantes estrangeiros (incluindo pós-graduação e pós-doc). Informações sobre bolsas de estudo oferecidas por outras organizações também podem ser encontradas.

31- Fundação Alexander von Humboldt 
Promove a cooperação acadêmica entre cientistas de excelência e acadêmicos do exterior e da Alemanha através de suas bolsas de pesquisa.

Bélgica

32- Vlir-Uos Scholarships
Estudantes brasileiros podem se candidatar a uma bolsa de mestrado em uma instituição de ensino na Bélgica por meio do programa Vlir-Uos.

Itália

33- Ministério das Relações Exteriores – Itália
Oferece em seu site informações sobre bolsas de estudo para brasileiros cursarem a pós-graduação no país.

Espanha

34- Fundación Carolina
O programa oferece várias modalidades de bolsas em diferentes áreas de interesse: pós-graduação, Escuela Complutense de Verano, doutorado, pós-doutorado, mobilidade de professores brasileiros, projetos de empreendedorismo e estudos institucionais.  Inscrições abertas até 10 de fevereiro de 2016 para a Escuela Complutense de Verano; 6 de março de 2016 para pós-graduação, empreendedorismo e estudos institucionais ; 7 de abril de 2016 para doutorado, pós-doutorado e programa de mobilidade de professores brasileiros.

35- Fundación Botin 
Oferece bolsas destinadas a estudantes universitários latino-americanos de alto potencial e vocação para o serviço público.

Portugal

36- Fundação Calouste Gulbenkian 
Bolsas Gulbenkian de Investigação em Cultura Portuguesa para apoio à pesquisa realizada em Portugal por indivíduos estrangeiros, no âmbito de um doutoramento ou para a publicação de um livro, sobre temas da Cultura Portuguesa, nas seguintes áreas: Literatura, História, História da Arte e Ciência Política.

França

37- Fundação Renault
Oferece bolsas a estudantes brasileiros em universidades francesas para mestrado em Transporte e Desenvolvimento Sustentável, Mobilidade e veículos elétricos, Segurança na estrada e para um MBA em International Management.

38- Campus France – Brasil
Serviço oficial de informações sobre os estudos superiores na França ligado aos Ministérios franceses da Educação e das Relações Exteriores. Publica em seu site informações sobre oportunidades de bolsas de estudos oferecidas por diversas organizações na França.

39- Emily-Boutmy Scholarship – Universidade SciencesPo
Concedida aos melhores alunos internacionais de fora da União Europeia que pretendem cursar sua graduação ou mestrado na Sciences Po University, Paris, França.

40- Bolsas Eiffel
Programa desenvolvido pelo Ministério das Relações Exteriores e do Desenvolvimento Internacional da França para estimular os estabelecimentos franceses a atraírem os melhores alunos para os cursos nos níveis de mestrado e doutorado. Inscrições abertas até 8 de janeiro de 2016.

41- Bolsa Victor Hugo


Criada pela Université de Franche-Comté para incentivar a mobilidade internacional entre a universidade e os países latino-americanos. As ofertas são para mestrado e doutorado.

Dinamarca

42- University of Copenhagen
Oferece um programa de bolsas de estudo para mestrado. As bolsas abrangem diferentes cursos relacionados à área de Ciência e Tecnologia de Alimentos.

43-  Future Cropping – Danish Innovation scholarships 
Universidade Aarhus – ver link Programme Specific Scholarships. Oferece cinco bolsas de estudo integrais para mestrado nas seguintes áreas: tecnologia da alimentação, bioinformática, química, biotecnologia, engenharia da computação, engenharia elétrica e nanociência.

Europa

44- Erasmus Mundus
Programa criado pela União Europeia, oferece a alunos internacionais bolsas integrais para realização de cursos de mestrado e doutorado.

45- The Mundus Journalism programme
Programa da Erasmus Mundus que oferece bolsas de estudos para jornalistas que desejam estudar no exterior.

46- PROJETO IBRASIL – Erasmus Mundus
Programa Erasmus Mundus Ação 2 financiado pela Comissão Européia. As bolsas de estudos são concedidas a estudantes brasileiros e europeus estudarem em Instituições de Ensino Superior membros da rede do IBRASIL e estão disponíveis para graduação, doutorado e pós-doutorado.

Taiwan

47- International Cooperation and Development Fund
Bolsas integrais para estudos de pós-graduação no país.

Coreia do Sul

48- Korean Government Scholarship Program
Oferece bolsas de estudos para pós-graduação. Os alunos estrangeiros devem ter menos de 40 anos. Aulas de Coreano são oferecidas aos candidatos antes do início do ano letivo.

Japão

49- Embaixada do Japão no Brasil
O Governo Japonês através do Ministério da Educação, Cultura, Esporte, Ciência e Tecnologia (MEXT) oferece seis tipos de bolsas de estudo para brasileiros em universidades japonesas. Modalidades: bolsa de pesquisa, graduação, escola técnica e curso profissionalizante, bolsa de treinamento de professores e bolsa de língua e cultura japonesa, JET PROGRAMME – programa de intercâmbio e ensino.

50- Matsumae International Foundation (MIF)
Seguindo o preceito de seu fundador, “Rumo a uma maior compreensão do Japão e uma paz mundial duradoura”, a MIF iniciou o Programa de Bolsas de Pesquisa em 1980. Oferece bolsas para estudantes estrangeiros com doutorado completo, idade inferior a 49 anos e que nunca estiveram no Japão. Inscrições abertas até 31 de Agosto de 2016.

China

51- Programa de Bolsas do Governo Chinês
O governo chinês, através da Embaixada da República Popular da China no Brasil, disponibiliza anualmente bolsas integrais para estudos de graduação, pós-graduação ou especialização. As ofertas podem ser vistas no site do Ministério das Relações Exteriores – Divisão de Temas Educacionais (DCE).

Malásia

52- Programa de Bolsas do Governo da Malásia
O programa internacional de bolsas do governo da Malásia busca atrair profissionais que queiram cursar seu doutorado ou pós-doutorado no país.

Austrália

53- Study in Australia
Site oficial do Governo da Austrália para estudantes internacionais. Fonte de cursos, instituições de ensino e bolsas de estudo.

54- Endeavour Scholarships and Fellowships – Australian Government
Disponibiliza bolsas e auxílios para estudantes brasileiros em instituições de ensino australianas.

55- Bond University Scholarships for Brazilian students
Bolsas para estudantes brasileiros na Bond University.

Nova Zelândia

56- New Zeland Education
O governo da Nova Zelândia e outras instituições oferecem bolsas para pós-graduação – mestrado e doutorado – em diferentes áreas de interesse.

México

57- Fundación Beca
Oferece oportunidades para candidatos da América Latina realizarem estudos de pós-graduação no exterior. São concedidas bolsas parciais e integrais.

Chile

58- Agcid Chile – Cooperación Chilena para el Desarollo
Bolsas para cursar mestrado no Chile.

59- BECAS OEA – Organização dos Estados Americanos
O programa de bolsas acadêmicas da OEA outorga anualmente bolsas de estudo para cursos de mestrado, doutorado e pesquisa pós-doutorado. Além desses programas a OEA, por meio de seu Programa de Alianzas para la Educación y la Capacitación (PAEC), oferece outras oportunidades de bolsas com o apoio de suas instituições sociais nas Américas e ao redor do mundo.

60- AFS Intercultura Brasil
Organização internacional, voluntária, não governamental e sem fins lucrativos, comprometida em oferecer oportunidades de aprendizagem intercultural por meio de programas de intercâmbio.  Oferece, ao longo do ano, várias modalidades de bolsas de estudo como a Global Citizens of Tomorrow, Viva! Um outro lado da América Latina e a Bolsa parcial – intercâmbio voluntário na Alemanha.

61- ESTUDAR FORA – Guia online sobre bolsas no exterior
O site Estudar Fora, um projeto da Fundação estudar preparou um guia gratuito que explica em detalhes algumas das principais bolsas de estudos para brasileiros fora do país para cursos de graduação e pós. No especial, você poderá ler sobre detalhes de como funcionam as bolsas, os perfis de candidatos desejados por cada uma das instituições e muito mais.

62- Hotcourses Brasil
Site com informações diversificadas sobre estudar fora e instituições de ensino internacionais. Oferece um link de busca para bolsas de estudo com oportunidades interessantes em diversos países.

63- AULP – Associação das Universidades de Língua Portuguesa
ONG internacional que promove a cooperação e troca de informação entre Universidades e Institutos Superiores. Oferece em seu site oportunidades de bolsas de estudo em várias partes do mundo destinadas a estudantes brasileiros.

64- International Scholarships for Brazilian Students
O site Scholarships for Development –  oferece diversas oportunidades de bolsas para estudantes brasileiros no mundo.

65- QS Top Universities – International Scholarships for Brazilian Students
Comunidade de ensino superior que oferece aconselhamento independente para alunos. Criadores do QS World University Rankings, QS World University Tour e QS World Grad School Tour. Oferece em seu site informações sobre bolsas de estudo para brasileiros.

66- AIESEC Brasil
A maior organização estudantil do mundo oferece oportunidades de intercâmbio social e de de intercâmbio profissional a estudantes universitários.

67- Scholarships USA 
Blog que divulga informações sobre bolsas acadêmicas oferecidas por universidades americanas.

68- Becas y Convocatórias
Informações sobre bolsas de estudo (e outras oportunidades) dirigidas a estudantes Latino-Americanos.

69- Locos por las Becas
Página no facebook que oferece informações interessantes sobre bolsas de estudo e outras oportunidades internacionais.

70- ACADEMICIS
Oferece informações sobre bolsas de estudo – idiomas, graduação, pós-graduação – em diversas universidades e instituições de ensino no mundo.

Lembre-se: as ofertas de bolsas de estudo, requerimentos e prazos variam a cada ano. É bom sempre entrar nos sites periodicamente.

Pesquise bastante, afinal será uma fase importante de sua vida acadêmica e a escolha do curso e instituições ideais são essenciais.

Boa sorte!

Post publicado originalmente em Canal do Ensino.

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Como acompanhar a publicação de artigos científicos em sua área de pesquisa?

A rotina diária de um pesquisador costuma incluir a verificação de emails e alertas da internet para acompanhar e escolher os artigos mais recentes publicados em seu campo de pesquisa. Esse fluxo de conteúdo foi por um tempo controlável, mas a medida que a publicação cresceu exponencialmente, deixar de monitorar estas ferramentas por um dia sequer faz com que todo o trabalho de acompanhamento das novidades científicas se torne um fardo. Cerca de seis mil artigos científicos são publicados a cada dia, e embora ninguém queira ser sobrecarregado com recomendações de leitura, deixar escapar os artigos importantes da área pode ser determinante para o avanço de uma pesquisa.

Então os pesquisadores se perguntam: o que fazer para não ser soterrado por uma avalanche de informações, e qual é a melhor maneira de se manter atualizado sobre as novidades da área?

Se aceitam minha sugestão, a dica número 1 é utilizar os alertas do Google Acadêmico. Uma vez logado com sua conta google, basta clicar sobre o ícone na barra superior para criar um alerta. Você designa uma palavra-chave ou conjunto de palavras, indica um email que receberá as notificações e pronto. Apenas tenha cuidado na formulação da palavra-chave: não seja muito genérico ou específico demais e procure reconhecer os termos e jargões utilizados pela área, mesmo que esteja lidando com um tópico relativamente novo. Decida também se você prefere buscar por palavras em inglês, a língua global da ciência, ou somente em português, caso restrinja sua revisão bibliográfica à artigos publicados em língua portuguesa. Em geral, o Google faz o rastreio por essas palavras-chave no título e resumo dos artigos, que são continuamente indexados em sua base. Os alertas podem ser criados ou desativados a qualquer momento.

[aqui a criação de um alerta para o tópico “vírus ebola”]

Outra função do google acadêmico é a possibilidade de acompanhar as publicações de um pesquisador, ou até mesmo todos os trabalhos secundários que citam esse autor em questão. Pra isso, você precisa pesquisador pelo nome do autor no campo de busca e verificar se ele já possui um perfil no google acadêmico.

[primeiro procure pelo autor. coloquei aqui um pesquisador aleatório, mark hunt. se encontrar o perfil no google scholar, basta clicar sobre seu nome]

A necessidade de existência de um perfil do Google Scholar, que é auto declarado pelo autor, é uma deficiência no GS. O Artur Avila, por exemplo, não possui um perfil, então eu não tenho como criar um alerta específico para os trabalhos em que ele entra como primeiro autor. Ruim também para autores que não tenham um volume de publicação de grande repercussão, mas que eventualmente publicaram trabalhos de grande relevância para a sua área.

[depois de entrar no perfil do autor, clique em “seguir” e escolha se prefere receber as publicações, as citações ou os dois]

A partir daí, toda vez que uma das opções escolhidas ocorrer, você recebe no email designado um link que leva ao local onde o artigo (ou citação) foi publicado.

Além do GS, vocês podem simplesmente criar alertas a partir de bases de dados multidisciplinares ou que focam em áreas específicas, como o PubMed, Compendex,Scopus, EBSCO, Sage, etc. Quase todas essas bases oferecem a possibilidade do usuário criar uma conta e estabelecer algum tipo de alerta, por email ou feed, busca por autor, assunto, citação ou acompanhar o lançamento das edições das revistas contidas na base. Nesse caso é importante que o usuário saiba de antemão a qual base se associar, para evitar pesquisar em um base de dados bibliográfica da área de saúde, quando sua pesquisa se trata exclusivamente de artes visuais, por exemplo.

Se a sua lista de periódicos a acompanhar for muito extensa, você pode utilizar agregadores de feeds de publicações, como o JournalTOCs ou Zetoc (disponível somente para instituições associadas). Alguns cientistas preferem verificar em comunidades online ou entre os usuários de serviços de gestão de referência, como o Faculty of 1000 Prime e Mendeley.

Muitos pesquisadores simplesmente seguem colegas em redes sociais para descobrir o que vale a pena ler. Nessa linha de gestão pessoal da informação o Twitter é o herói. Além da varredura natural da sua timeline, percorrendo o que os pesquisadores que você segue publicam e compartilham, existe a possibilidade de usar o Twitter como um agregador de feeds. Para isso, você pode criar uma conta nova e direcionar feeds para lá, como é o modelo do Fly Papers, um twitter bot que rastreia e publica artigos sobre o inseto drosophyla. Existe um tutorial que explica como ativar essa função.

Embora o método mais fácil e simples seja criar sistemas de alerta de artigos com base em palavras-chave, essa operação representa apenas a superfície do que é tecnologicamente possível. Novos sistemas de recomendação de literatura científica prometem não só filtrar a enxurrada de artigos, mas também aprender com os interesses dos usuários para oferecer sugestões personalizadas. Veja algumas opções:

ReadCube
Mendeley
Gerenciadores de referência com mecanismos de recomendação.

PubChase
Recomenda artigos com base nas bibliotecas de usuários com interesses semelhantes.

Sparrho
Pede ao usuário para formar o seu sistema de recomendações, aprovando ou rejeitando sugestões.

Faculty of 1000 Prime
Envia alertas sobre artigos biomédicos, usando as classificações de 5000 cientistas seniores.

Twitter
Twitterbots automatizados podem rastrear palavras-chave (vertwitter.com/phy_papers para obter instruções), ou os usuários podem seguir colegas.

Nowomics
usuários “seguem” palavras-chave biológicas, tais como genes específicos, proteínas ou processos.

Scizzle
Automatiza o processo de fazer várias pesquisas no PubMed com palavras-chave e filtros, e permite que os usuários salvem os artigos relevantes.

O problema de sistemas baseados em algoritmos é que você depende da máquina aprender e adaptar corretamente as recomendações, o que requer tempo e em algumas situações pode gerar confusão, a ferramenta notificando artigos irrelevantes e perdendo os mais importantes. No final das contas, sistemas automatizados de aprendizagem e recomendação nunca vão encontrar todos os artigos que um cientista deseja, mas esse processo tende a melhorar. Técnicas para captar significado do conteúdo se tornarão mais sofisticadas e vão ter um papel importante na orientação das escolhas de leitura dos cientistas.

Texto original publicado por  no blog BSF via How to tame the flood of literature

O que define um curso de pós-graduação de qualidade?

A oferta de cursos de pós-graduação no Brasil, principalmente das especializações e MBAs, nunca foi tão grande. E a expectativa para os próximos anos é de um crescimento ainda mais robusto. Existem milhares deles, em todas as áreas, que atendem a diferentes perfis e necessidades. No entanto, é preciso ficar atento na hora de se decidir por um curso de pós: a qualidade varia muito. Para não correr o risco de ser enganado, a recomendação é fazer uma pesquisa detalhada antes de se matricular em algum deles.

A qualidade de um curso pode ser avaliada por uma série de critérios. O primeiro é a regularização e o status do curso no Ministério da Educação (MEC). Essa regularização depende da modalidade do curso, se lato sensu ou stricto sensu. A estrutura e a infraestrutura da instituição de ensino, bem como sua reputação no mercado, são outros bons indicadores de qualidade. Um bom curso, daqueles que efetivamente vão enriquecer seus conhecimentos, tem credibilidade no mercado – e, portanto, soma pontos no currículo.

Avaliação dos stricto sensu

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) é a fundação do MEC responsável pelos programas de pós stricto sensu. Um mesmo programa pode incluir um curso de mestrado e outro de doutorado. A Capes acompanha os programas ano a ano e divulga, a cada três anos, uma avaliação consolidada. A avaliação considera a proposta, o corpo docente, o corpo discente, as teses e dissertações, a produção intelectual e a inserção social de cada programa. Os programas recebem conceitos numa escala de 1 a 7. Para ser recomendado (apresentar padrão mínimo de qualidade), um programa deve obter conceito 3. Para os programas que só oferecem mestrado, a pontuação máxima é 5. Conceitos acima de 5 só para programas que incluem cursos de mestrado e doutorado (ambos de altíssimo nível, é claro). A avaliação mais recente, até o fechamento desta edição, era a de 2010.

Controle para os lato sensu

O MEC não avalia sistematicamente os cursos de especialização, nos moldes da avaliação dos programas stricto sensu, mas estabelece algumas exigências para a oferta desses cursos. As especializações devem ter, no mínimo, 360 horas aula, 50% dos professores com título de mestre ou doutor e cobrar dos alunos um projeto final individual. Embora as instituições de ensino que oferecem esses cursos não precisem do credenciamento no MEC, a chancela do ministério é vista como um selo de qualidade.

Em 2011, o governo federal deu um novo passo na tentativa de regular o setor ao limitar o credenciamento às Instituições de Ensino Superior (IES). Mas as instituições não educacionais que oferecem o curso (como fundações e empresas), que tenham algum renome na praça, não são afetadas, já que contam com o aval do mercado. No caso dos MBAs, você pode, também, considerar o credenciamento na Associação Nacional de MBA (Anamba). (Veja o item Certificações e rankings, na pág. ao lado).

Pesquisa própria

Independentemente do parecer do MEC, um bom curso tem características que podem ser verificadas em uma pesquisa feita por você mesmo. A seguir, alguns dos pontos mais importantes.

– Histórico

Na opinião de Lívio Amaral, diretor de avaliação da Capes, o ponto de partida ideal é verificar a tradição da escola. “Ninguém imagina que uma instituição bem consolidada vá oferecer um curso lato sensu de baixa qualidade, especialmente se a escola já oferece cursos de graduação e de pós stricto sensu bem avaliados pela Capes”, afirma. De modo geral, os cursos mais antigos costumam ter maior credibilidade no mercado. Mas os novos não devem ser descartados. Neste caso, informe-se sobre a grade curricular, verifique se é compatível com a formação prometida e se o corpo docente tem qualificação para dar o curso. Não é difícil dar uma busca na internet e localizar informações sobre o curso e os professores.

Outro conselho importante do diretor da Capes é conversar com o maior número de pessoas – especialistas da área, alunos e ex-alunos do curso que você pretende fazer. Busque informações sobre os professores, o aproveitamento das disciplinas, as turmas e a metodologia, além do ritmo e da rotina de estudos.

– Corpo docente

Quanto mais mestres e doutores um curso tiver como professores, melhor. O mínimo exigido é que metade dos professores tenha título de mestre ou doutor. O restante precisa ter, pelo menos, uma especialização. Você pode solicitar na instituição a relação dos professores efetivos de cada disciplina com a respectiva titulação. Nos mestrados acadêmicos e doutorados, os professores precisam dedicar-se em tempo integral ao ensino e à pesquisa. Nos casos de MBA e do mestrado profissional, é imprescindível que eles tenham experiência no mercado. Você acessa o currículo dos professores em uma consulta à Plataforma Lattes, do CNPq, no site http://lattes.cnpq.br.

– Infraestrutura

As condições físicas ideais variam, dependendo da área do curso. Hospitais e clínicas são fundamentais para uma especialização em Saúde. Já nas áreas de Exatas, como Física e Química, laboratórios modernos e bem-equipados são imprescindíveis. No caso das Ciências Humanas e dos MBAs, por outro lado, conta pontos a favor da instituição ter uma biblioteca com acervo amplo, variado e atualizado, de preferência com periódicos internacionais e acesso a bancos de dados virtuais.

– Quem são seus colegas?

Uma turma com alunos de alto nível eleva a qualidade do curso. Quanto mais rigoroso for o processo de seleção, mais homogênea será a turma e mais exigidos serão os professores. Os MBAs de qualidade, por exemplo, costumam aceitar como alunos apenas quem tenha um mínimo de experiência profissional.

– Certificações e rankings

Existem selos de qualidade independentes e confiáveis para os MBAs. A Associação Nacional de MBA (Anamba) analisa critérios como carga horária, titulação e qualificação profissional do corpo docente e credencia o curso como “padrão Brasil” ou “padrão global”. Um curso padrão global segue os critérios internacionais de qualidade: tem 480 horas-aula, exige experiência profissional de, no mínimo, três anos e tem 75% dos professores atuando no mercado de trabalho. Já os MBAs padrão Brasil têm 360 horas-aula, não exigem do aluno experiência profissional prévia nem que os professores estejam em atividade no mercado. Alguns MBAs têm qualidade reconhecida internacionalmente. Entre as instituições acreditadas pela Association of MBAs (Amba) cinco são brasileiras. Qualidade internacional também é conferida por rankings, como o do jornal Financial Times. (Veja no quadro ao pé desta página as instituições consideradas como de maior qualidade, segundo as associações e o jornal britânico.) O MEC não monitora os cursos lato sensu – e, portanto, não avalia os MBAs. Mas, indiretamente, é possível ter uma ideia da qualidade da infraestrutura e da qualificação dos professores de uma escola, pelo Índice Geral de Cursos (IGC), que avalia a qualidade dos cursos de graduação e pós stricto sensu de cada instituição. Você consulta o IGC de uma instituição no site http://portal.inep.gov.br.

– Localização

Não se trata, especificamente, de um critério de qualidade do curso, mas de adequação às suas necessidades e possibilidades. Se o curso não for a distância, considere a localização da escola como uma das variáveis a ser levada em consideração na hora da escolha. Sem precisar percorrer grandes distâncias, fica mais fácil conciliar trabalho e estudo e sobram horas para se dedicar ao curso. Você cumprirá a rotina com melhor aproveitamento.

Texto original do Guia do Estudante.