Tenha Ciência: meu projeto de pesquisa (Isabel Amorim)

Meu nome é Isabel de Sousa Amorim, sou Doutora em Estatística e Experimentação Agropecuária pela Universidade Federal de Lavras – UFLA, com período sanduíche (Ciência Sem Fronteiras) na Universidade Técnica da Dinamarca – DTU.

Atualmente estou desenvolvendo um projeto de pós-doutorado interdisciplinar que envolve o Departamento de Estatística e o Departamento de Ciência dos Alimentos da UFLA em parceria com a DTU, via PNPD (Programa Nacional de Pós Doutorado).

Meu projeto consiste de duas partes. A primeira parte, mais teórica, consiste no estudo de modelos lineares mistos e no desenvolvimento de funções/pacotes no software livre R para que estes modelos possam ser aplicados por pesquisadores de áreas mais aplicadas. A segunda parte, mais aplicada, busca avaliar o desempenho de um painel sensorial, otimizando o tempo de treinamento dos provadores, considerando o efeito de provador como aleatório e o efeito de produto como fixo, o que caracteriza um modelo de efeitos misto.

Com o desenvolvimento desta pesquisa, pretendo contribuir com avanços e resultados importantes para a área de modelos lineares mistos, bem como na aplicação de métodos estatísticos, que são de grande importância na análise descritiva quantitativa para definir a qualidade sensorial de um produto. Esta metodologia tem uma aplicação direta na Engenharia de Produção, na fase de desenvolvimento de novos produtos. A aplicação dos modelos lineares mistos vai permitir avaliar as similaridades entre os produtos, bem como as diferenças individuais entre os provadores, considerando a variabilidade devido ao efeito de escala, a discordância entre os provadores e também a repetibilidade e a reprodutibilidade dos mesmos.

O pacote do R denominado SensMixed já foi desenvolvido pela equipe de pesquisadores da Universidade Técnica da Dinamarca, que me convidou para fazer uma visita técnica com o objetivo de finalizar a redação de dois artigos. Mas não há verbas para financiar essa viagem, mesmo sabendo que esta visita teria grande contribuição para desenvolvimento desta pesquisa.

Este é um resumo bastante simplificado do meu projeto de pesquisa. É importante ressaltar que todo os avanços feitos até o momento podem ser perdidos, caso o governo brasileiro insista no corte de verbas das bolsas de pesquisa.

#tenhaciência

 

 

 

 

 

 

 

Tenha Ciência: meu projeto de pesquisa (Alessandra Manchinery)

 Meu nome é Alessandra Manchinery, sou indígena do Estado do Acre, mestranda em Geografia na Fundação Universidade Federal de Rondônia – UNIR. Atualmente sou bolsista do CNPq e desenvolvo pesquisas na áreas de fronteira que compõem o Brasil, Peru e Bolívia, que tem por finalidade levantar estudos sobre TERRITÓRIOS, FRONTEIRAS, POLÍTICAS, PROJETOS E PROGRAMAS que envolvem povos indígenas em áreas fronteiras, o objetivo é ajudar esses povos e contribuir com os novos paradigmas do pensamento Geografia. O Estudo pode trazer e fazer uma contribuição para novas formulações de políticas públicas para esses povos que vivem em invisibilidade.

 

Tenha Ciência: meu projeto de pesquisa (Tatiana Ribeiro)

Meu nome é Tatiana Ribeiro, sou Doutoranda em Geologia na área de Metalogênese e Exploração Mineral pela UFBA e bolsista CAPES.
Meu projeto de pesquisa é voltado para a avaliação do potencial mineral especialmente para fosfato em rochas do NE da Bahia e na evolução desse segmento crustal. Busco identificar alvos para prospecção e criar um novo modelo exploratório para esse bem mineral. A demanda por fosfato para insumos agrícolas cresce a cada ano, devido ao aumento populacional , logo, a partir desse modelo poderemos expandir as reservas nacionais.

#tenhaciência

Tenha Ciência: meu projeto de pesquisa (Alana Driziê)

Meu nome é Alana Driziê, sou Doutoranda em pela UFRN e bolsista CAPES Demanda Social. Meu projeto de pesquisa é voltado para linguagem e ensino, em uma subárea chamada Letramento Comunitário. Desenvolvo, nesse sentido, um trabalho de leituras e escritas com alunos de escola pública, seus familiares e sua comunidade, fortalecendo laços entre agentes externos, empresas e órgãos públicos com a instituição escolar por meio de ações em que eu e os agentes colaboradores realizamos impactos no aprendizado das crianças por meio de palestras, tutoriais, aulas de campo etc. É, portanto, um projeto de alta relevância social e que traz contribuições diretas para a implementação de novas políticas públicas em nível municipal, estadual ou federal. #tenhaciência

Tenha Ciência: meu projeto de pesquisa (Marlon Nunes da Silva)

Meu nome é Marlon Nunes da Silva, sou Doutor em Química pelo Instituto de Química da UNESP de Araraquara. Atualmente faço pós-doutorado no Instituto de Física da USP em São Paulo capital, via bolsa do CNPq na modalidade Pós-Doutorado Júnior.

Meu projeto atual consiste na síntese e caracterização de um material chamado “galato de zinco” (ZnGa2O4) e galato de zinco dopado com cromo (ZnGa2O4 :Cr).  Esse material quando dopado com cromo, ou outros dopantes, emite luz vermelha e/ou infravermelha, ao ser irradiado com luz ultravioleta, o  que é uma condição requerido para utilização em bioimagem. Luzes de outras cores ( verde, amarelo, azul) são absorvidas nos tecidos vivos, portanto, não podem ser utilizadas.

A ideia principal é que estas partículas criem um contraste nos tecidos vivos, por exemplo, células, células doentes (cancerígenas) ou em artérias, como na foto abaixo, de forma que possamos “enxergar” com maior nitidez estes tecidos. O intuito é conseguir fazer diagnósticos mais precisos e/ou o  próprio tratamento de possíveis enfermidades.

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Fonte da imagem: Next-generation in vivo optical imaging with short-wave infrared quantum dots

O princípio envolvido é parecido com o que fazem os Raios-X. Ao incidir Raios-X no nosso corpo ele atravessa a pele, que é totalmente transparente a esse tipo de radiação e detecta os ossos, ou seja, os ossos formam um contraste natural com a radiação X.

Embora o princípio seja o mesmo, estamos falando de uma escala de tamanho muito menor, um conjunto de células é milhares de vezes menor que um osso por exemplo.

Tudo isso somente será  possível se conseguirmos sintetizar materiais na ordem de tamanho de nanômetros. Para se perceber o que isto significa, imagine uma praia com 1000 km de extensão e um grão de areia de 1 mm, este grão está para esta praia como um nanômetro está para o metro. Ou, pegue um grão de areia e divida ele 1 bilhão de vezes. Para termos sucesso nessa jornada é necessário investimentos em ciência e tecnologia.

Vale ressaltar que pesquisas similares estão sendo realizadas por vários grupos de cientistas no mundo todo ( vide imagem do post), logo, é um tema atual e de grande impacto tecnológico.

Este é um pequeno resumo, bastante simplificado do meu projeto de pesquisa, todo o acúmulo teórico e o investimento financeiro podem ser perdidos, caso o governo brasileiro insista no corte de verbas das bolsas de pesquisas no país.

#tenhaciência #nãoaoscortesdocnpq